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Após pico sob Bolsonaro, consumo de lenha e carvão cai ao menor nível desde 2016 nas casas

O consumo de lenha e carvão vegetal nas casas brasileiras caiu pelo terceiro ano seguido em 2025 e chegou ao menor nível desde 2016.

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Após pico sob Bolsonaro, consumo de lenha e carvão cai ao menor nível desde 2016 nas casas brasileirasCrédito: Queda no preço do gás acompanha recuo no consumo de lenha e carvão nas casas brasileiras | Crédito: Marcello Casal/Agência Brasil

O consumo de lenha e carvão vegetal nas casas brasileiras caiu pelo terceiro ano seguido em 2025 e chegou ao menor nível desde 2016. Desde o pico registrado em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL ), a queda acumulada é de 14%. O movimento interrompe um ciclo de alta iniciado em 2017 . Durante esse período, lenha e carvão voltaram a ganhar espaço nas residências e, em 2022, atingiram o maior consumo desde 2009. Os dados são do Balanço Energético Nacional 2026, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e foram compilados com exclusividade para o Brasil de Fato . Em 2025, o país registrou o quarto menor consumo dessas fontes desde 2003. No sentido contrário, o consumo de gás voltou a crescer. A soma de GLP e gás natural chegou ao ponto mais baixo do período recente em 2023 e avançou 3,4% nos dois anos seguintes. Em 2025, alcançou o segundo maior nível de toda a série, atrás apenas de 2020, quando o isolamento durante a pandemia aumentou excepcionalmente o consumo residencial. Para o economista Eric Gil Dantas, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) , os dois movimentos estão ligados ao peso do botijão no orçamento das famílias. “Com o botijão mais caro, o seu consumo caiu, mesmo sendo um bem essencial”, afirma. A alta do GLP, combinada à estagnação da renda, empurrou principalmente famílias mais pobres para fontes como lenha e carvão. Preço do gás subiu 27% no governo Bolsonaro e caiu 14% sob Lula Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), corrigidos pelo IPCA para valores de agosto de 2026, mostram que o preço médio real do botijão de 13 quilos passou de R$ 103,26 em 2018 para R$ 131,60 em 2022, alta de 27,4% durante o governo Bolsonaro. Em 2025, já no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o valor caiu para R$ 113,53, uma redução de 13,7% em relação a 2022. Mesmo com a redução recente, o gás de cozinha ainda não retornou ao patamar anterior à escalada dos preços. Na comparação com 2017, o botijão custava em 2025, em termos reais, 22,3% a mais. Dantas aponta a política de preços adotada pela Petrobras a partir de 2016 como um elemento central desse movimento. Entre 2016 e 2022, o preço final do GLP subiu 49,5% acima da inflação. A política passou a aproximar os preços praticados no país das cotações internacionais e da variação cambial. No caso específico do GLP residencial, a Petrobras passou, em 2017, a formar o preço às distribuidoras com base nas cotações internacionais de propano e butano convertidas em reais. “O núcleo do problema foi o PPI, adotado pela Petrobras em 2016 após o golpe. Desde então, com esta nova política, com a desvalorização do real e a subida dos preços internacionais, o preço final do GLP subiu 49,5% em termos reais entre 2016 e 2022”, diz o economista. Foi nesse cenário que o governo Bolsonaro criou, em novembro de 2021, o Auxílio Gás dos Brasileiros. O programa previa inicialmente um pagamento a cada dois meses equivalente a 50% do preço

Fonte: BRASIL DE FATO

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