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As alegorias que decifram o mundo moderno — A caverna, a coruja e o galo

Uma caverna escura e duas aves podem explicar o mundo? Platão, Hegel e Marx pensam e explicam muito do nosso mundo velho sem porteira.   

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Imagem relacionada à reportagem A caverna, a coruja e o galo: as alegorias que decifram o mundo moderno
A caverna, a coruja e o galo: as alegorias que decifram o mundo modernoCrédito: Estátua do filósofo Platão | Crédito: Divulgação

As alegorias que decifram o mundo moderno — A caverna, a coruja e o galo. Os dados disponíveis na fonte original foram reorganizados pelo Notícias de Curitiba para explicar o fato, sua situação atual e os possíveis efeitos para o público. O fato envolve uma caverna escura e duas aves podem explicar o mundo? Platão, Hegel e Marx pensam e explicam muito do nosso mundo velho sem porteira.    Entre os dados confirmados, a palavra vem do grego e significa precisamente “falar sobre outra coisa” ou “dizer o outro”. Ela funciona como uma sucessão de metáforas que podem ser interpretadas em dois níveis: o sentido literal (o que é mostrado) e o sentido simbólico (o significado real por trás de tudo). A apuração da fonte registra ainda que a  Alegoria da Caverna , inserida no Livro 7 de “A República” de Platão, é muito mais do que um simples mito filosófico. É o mapa quase completo da condição humana, um roteiro psicológico e político que atravessa milênios com atualidade assombrosa.  Para entender o estágio atual, para comentar e discorrer sobre ela, precisamos romper a casca da interpretação literal e mergulhar em suas camadas epistemológica, ontológica, pedagógica e, sobretudo, política. Imaginemos prisioneiros acorrentados desde o nascimento no fundo de uma caverna.  Em relação aos efeitos práticos, imóveis, só conseguem olhar para a parede do fundo, onde veem sombras projetadas por objetos que desfilam atrás deles, iluminados por uma fogueira. Para esses homens, aquelas sombras são a totalidade da realidade. Outro ponto relevante é que as vozes que ecoam são atribuídas às imagens que dançam.  Quando um prisioneiro é libertado e forçado a sair, a jornada é dolorosa. A informação disponível também indica que a luz do sol o cega, a realidade tridimensional o desorienta. Aos poucos, ele compreende que as sombras eram meras cópias, que o fogo era uma luz artificial e que o Sol (a Ideia do Bem) é a fonte última de todas as coisas. O fato envolve ao retornar à caverna para libertar os outros de forma solidária, ele encontra resistência feroz e é ameaçado de morte. Notem a atualidade de tudo isso.  Entre os dados confirmados, platão delineia uma hierarquia do saber. O estágio inicial das sombras é a  eikasia  (imaginação/conjectura), onde tomamos ilusões por verdades.  A apuração da fonte registra ainda que o estágio dos objetos carregados e do fogo é a  pistis  (crença), própria do mundo sensível, onde temos opiniões sobre coisas físicas, mas ainda mutáveis.  A saída da caverna é a  diánoia  (raciocínio discursivo), onde usamos a matemática e a lógica. Para entender o estágio atual, o ápice, contemplar o Sol, é a  nóesis (inteligência pura ou intuição intelectual), o conhecimento das Formas eternas e imutáveis. Quer dizer, o conhecimento não é uma acumulação de dados, mas uma conversão (o desvio) do olhar da alma no trajeto da escuridão para a

Fonte: BRASIL DE FATO

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