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Comunidade ocupa escola contra mudanças e cobra permanência da unidade no DF

A comunidade do Centro Educacional 06 de Taguatinga (CED 06) SE mobilizou nesta terça-feira (22) contra a reorganização prevista para a unidade e a Escola Classe 26 de Setembro .

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Comunidade ocupa escola contra mudanças e cobra permanência da unidade no DFCrédito: Manifestantes se concentraram em frente ao colégio para questionar a reorganização prevista para 2027 | Crédito: Kennedy Cruz/BdF DF

A comunidade do Centro Educacional 06 de Taguatinga (CED 06) SE mobilizou nesta terça-feira (22) contra a reorganização prevista para a unidade e a Escola Classe 26 de Setembro . Famílias, estudantes e profissionais da educação participaram do ato para cobrar diálogo com a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e defender a permanência das atividades oferecidas atualmente no CED 06. As mudanças previstas para 2027 preocupam especialmente famílias de estudantes do ensino médio e profissionais que atuam na educação especial e na Educação de Jovens e Adultos (EJA) Interventiva. Parte dos alunos poderá ser encaminhada para outras unidades, o que, segundo a comunidade, pode aumentar a distância entre escola e residência e romper vínculos construídos ao longo dos anos. O CED 06 atende a comunidade da QNL e QNJ desde 1974. Para Érica Curado, mãe de um estudante do 1º ano do ensino médio, a mudança pode limitar as opçõES das famílias que não desejam matricular os filhos em uma unidade com modelo cívico-militar. “SE fecharem essa escola aqui, que não é modelo cívico-militar, nós que não concordamos com o modelo cívico-militar seremos obrigados a ir para o CM 5 [Centro de Ensino Médio 05 de Taguatinga], sendo que já tem aluno de lá querendo vir para cá”, afirmou Érica. Ela também criticou o impacto da mudança sobre estudantes que construíram vínculos com a unidade. “Alunos com deficiência, e os outros alunos sem deficiência também, que são adolescentes, que criaram um vínculo com a escola. Não são números, são vidas, são estudantes”, afirmou. Entre os pontos que mais preocupam os profissionais está o destino dos estudantes da EJA Interventiva, modalidade voltada ao atendimento de jovens e adultos da educação especial. Uma professora que participou da mobilização e preferiu não SE identificar afirmou que a transferência pode criar dificuldades de deslocamento e até de matrícula. Uma das alternativas mencionadas para parte dos estudantes seria o Centro Educacional 02 de Taguatinga (CED 02). “A gente tem estudantes aqui com muita dificuldade de mobilidade. SE forem para o CED 02, em Taguatinga Sul, nem temos certeza da existência das vagas. A diretora avisou aqui que não tem vaga para todo mundo. O que vai ser desses estudantes?”, questionou. A professora também destacou a relação construída entre a escola e a comunidade. “O CED 06 está aqui há 52 anos atendendo a comunidade da QNL, QNJ e um pouco da região. De uma hora para outra, ter toda a tipificação da escola que atende a comunidade trocada mexe muito com as famílias e com o público daqui”, afirmou. CED 06 atende 836 estudantes da rede pública de Taguatinga desde 1974 Durante a mobilização, moradores e integrantes da comunidade escolar anunciaram a criação de uma frente de defesa da escola e de um comitê de crise formado por representantes de diferentes segmentos. Risalva Cardozo, mãe de dois estudantes do CED 06, afirmou que o grupo pretende buscar diálogo com os poderes

Fonte: BRASIL DE FATO

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