Curitiba e BNDES avançam em projeto para enterrar até 120 km de fios
Protocolo firmado nesta terça-feira (25) abre caminho para estudos de viabilidade de uma PPP que pretende modernizar as redes de energia elétrica e telecomunicações da capital.

Curitiba avançou nesta terça-feira (25) no projeto que pretende retirar parte da fiação elétrica e de telecomunicações dos postes e transferir as redes para estruturas subterrâneas.
A Prefeitura e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) formalizaram um protocolo de cooperação para dar andamento aos estudos necessários à estruturação do projeto.
A capital paranaense pretende ser a primeira cidade do país a contratar estudos de viabilidade voltados especificamente à criação de uma Parceria Público-Privada (PPP) para o enterramento dessas redes.
Projeto pode alcançar até 120 quilômetros
A proposta apresentada pelo município prevê estudar o enterramento de até 120 quilômetros de cabos elétricos e de telecomunicações.
O investimento estimado para uma intervenção desse porte é de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, motivo pelo qual a Prefeitura avalia a utilização de uma PPP para viabilizar o projeto.
O modelo ainda está em fase de estruturação e não significa que obras começarão imediatamente.
Antes disso, deverão ser realizados estudos técnicos, econômicos, financeiros e jurídicos para definir quais trechos poderão ser atendidos e de que maneira a parceria será executada.
Áreas prioritárias serão avaliadas
A proposta inicial prevê priorizar regiões com maior relevância urbana, turística e histórica, além de pontos mais vulneráveis a interrupções causadas por eventos climáticos.
A implantação de redes subterrâneas também é considerada uma alternativa para reduzir problemas provocados por acidentes de trânsito, incêndios e furtos de cabos.
Outro objetivo é diminuir interrupções no fornecimento de energia elétrica e nos serviços de telecomunicações.
Mudança também altera a paisagem urbana
Além dos aspectos relacionados à segurança e continuidade dos serviços, o enterramento da fiação pode reduzir a quantidade de cabos e equipamentos instalados nos postes.
A medida tem impacto direto na paisagem urbana e pode facilitar a organização de calçadas em alguns trechos da cidade.
Apesar dos benefícios esperados, o custo elevado faz com que o projeto seja considerado complexo e de implantação gradual.
Próximos passos
Com o protocolo, Prefeitura e BNDES poderão avançar nas providências preparatórias para a contratação dos estudos especializados.
A previsão divulgada anteriormente pelo município é de que a contratação dos serviços técnicos do BNDES possa ocorrer até o fim de 2026.
Somente depois da conclusão desses estudos deverão ser definidos o modelo definitivo da PPP, os trechos prioritários, o cronograma e as condições financeiras da implantação.
Fonte: Prefeitura de Curitiba / BNDES / CBN Curitiba
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