Depois de Lula, Renan Santos também alerta sobre risco de interferência dos EUA nas eleições do
Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alertar, na abertura da Assembleia Geral das Organizações das NaçõES Unidas (ONU), para a interferência dos EUA nas eleições brasileiras , Renan Santos (Missão), outro pre

O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, afirmou nesta terça-feira (22) que vê risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. A declaração foi dada durante entrevista ao Jornal da Record, na qual o presidenciável abordou a política externa do governo de Donald Trump, o combate ao crime organizado e a relação do Brasil com outros países. Durante a entrevista, Renan disse ser contrário à participação estrangeira em decisões internas do Brasil. Ao tratar do combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), ao Comando Vermelho (CV) e a outras organizações criminosas, afirmou que apoia a cooperação internacional, mas defende que operações dentro do território brasileiro sejam conduzidas pelas instituições nacionais. A discussão ganhou destaque no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Lula afirmou que o Brasil não aceitará interferências externas no processo eleitoral e defendeu a soberania nacional. O presidente não citou diretamente candidatos ou governos ao fazer parte dessas declarações. O debate ocorre em meio à atuação do chamado Escudo das Américas, coalizão lançada pelo governo dos Estados Unidos em março e formada por países latino-americanos e caribenhos para ampliar a cooperação contra organizações ligadas ao narcotráfico. O Brasil não integra o grupo. Nesta semana, representantes dos países participantes anunciaram a intenção de adotar medidas conjuntas contra 24 organizações criminosas, incluindo sanções e restrições financeiras. Outro ponto citado por Renan Santos envolve a Rockbridge Network, organização norte-americana ligada ao meio político conservador dos Estados Unidos e fundada com participação do atual vice-presidente norte-americano, J.D. Vance. Renan já acusou publicamente integrantes ligados à organização de terem relação com a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, do PL. Até o momento, porém, não há comprovação pública de que recursos estrangeiros tenham sido repassados à candidatura. O PT apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de investigação sobre um possível apoio estrangeiro à campanha de Flávio. A iniciativa teve como base declarações de Renan e informações relacionadas a um documento elaborado por André Marinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo Novo. O material tratava de uma possível parceria entre Brasil e Estados Unidos na área de minerais críticos e terras raras. André Marinho confirmou a autoria do estudo, mas afirmou que se tratava de uma análise pessoal e hipotética e negou que o documento tenha sido produzido a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro ou apresentado a autoridades norte-americanas. Outros empresários citados nas acusações também negaram ter intermediado recursos eleitorais estrangeiros. A campanha de Flávio Bolsonaro não havia respondido à CNN Brasil até a publicação da reportagem consultada. Pela legislação eleitoral brasileira, candidaturas e partidos não podem receber recursos provenientes de entidades ou governos estrangeiros. Eventuais irregularidades, portanto, dependem de investigação e comprovação pelas autoridades competentes. A discussão sobre soberania, relações com os Estados Unidos e participação estrangeira no processo político deve continuar presente na campanha presidencial nas semanas que antecedem as eleições de outubro.
Fonte: Redação Notícias de Curitiba — com informações de Record, Reuters e CNN Brasil


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