Curitiba, Paraná
Cultura

Educação de Curitiba leva políticas de incentivo à leitura para a Bienal do Livro de São Paulo

Representantes da Secretaria Municipal da Educação participam do Espaço Educação nesta sexta-feira (11) para apresentar experiências de Curitiba na formação de leitores.

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Estantes com livros na Casa da Leitura Regional Pinheirinho, em Curitiba.
Casa da Leitura Regional Pinheirinho integra a estrutura de incentivo à leitura de Curitiba, que será apresentada na 28ª Bienal do Livro de São Paulo. — Crédito: Isabella Mayer/SECOM (arquivo)

Curitiba vai levar à 28ª Bienal do Livro de São Paulo parte da experiência desenvolvida pela rede municipal de ensino na formação de leitores e na ampliação do acesso aos livros. Representantes da Secretaria Municipal da Educação participam nesta sexta-feira (11) do Espaço Educação, dentro da programação do evento, para discutir como políticas públicas de leitura podem alcançar escolas, bibliotecas, famílias e diferentes espaços da cidade.

A participação será feita pela coordenadora de Projetos Educacionais da Secretaria Municipal da Educação, Silmara Cezário, e pela gerente de Educação, Cultura, Bibliotecas e Faróis do Saber, Margareth Fuchs.

O tema da apresentação será “Cidades que Lêem”. A proposta é apresentar experiências, desafios e estratégias usadas por Curitiba para transformar a leitura em uma política pública permanente, indo além das atividades realizadas exclusivamente dentro das salas de aula.

Curitiba possui mais de 200 unidades ligadas à leitura

A estrutura apresentada pelo município inclui uma ampla rede de bibliotecas e espaços de leitura.

Segundo dados divulgados pela Prefeitura de Curitiba, a cidade conta com aproximadamente 1,02 milhão de livros distribuídos entre 201 unidades. A rede inclui bibliotecas instaladas em escolas municipais, Faróis do Saber e Inovação, bibliotecas temáticas e outros espaços especializados.

São 156 bibliotecas tradicionais localizadas em escolas municipais, além de 32 Faróis do Saber e Inovação também instalados em unidades de ensino.

Curitiba conta ainda com nove Faróis do Saber localizados em praças e abertos à comunidade.

A rede possui também três bibliotecas temáticas: a Casa Encantada, localizada no Bosque Alemão; a Biblioteca Hideo Handa, no Memorial Japonês; e a Biblioteca Gibran Khalil Gibran, no Memorial Árabe.

Além dessas estruturas, fazem parte da rede a Biblioteca Especializada em Educação e a Biblioteca Municipal Darcy Ribeiro.

Quase 1,8 milhão de empréstimos de livros

Outro dado que será levado à discussão sobre formação de leitores é o volume de empréstimos realizados na cidade.

Entre janeiro de 2024 e agosto de 2026, a Rede Municipal de Bibliotecas registrou quase 1,8 milhão de empréstimos de livros para leitura em casa.

O número ajuda a dimensionar a utilização dos equipamentos públicos e o interesse da população pelas obras disponíveis.

O acervo inclui livros infantis, literatura clássica e contemporânea, publicações científicas, materiais técnicos e obras destinadas a diferentes faixas etárias.

Além do empréstimo de livros, as unidades promovem atividades como contação de histórias, rodas de leitura, oficinas, palestras, debates e encontros envolvendo escritores, professores, artistas e mediadores de leitura.

Alguns espaços também oferecem acesso gratuito à internet.

Debate reúne experiências de diferentes cidades

A conversa na Bienal não será restrita à experiência curitibana.

Representantes da Secretaria da Educação de Embu das Artes, no estado de São Paulo, também participarão da discussão.

O debate será mediado por Gabriel Meirelles Pinto, diretor de contas da Odilo no Brasil para a área de educação, professor e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo.

A discussão pretende abordar uma questão considerada central para políticas de incentivo à leitura: como fazer com que ações realizadas inicialmente dentro de escolas ou bibliotecas passem a fazer parte da rotina das famílias e da própria comunidade.

Bienal acontece até domingo (13)

A 28ª Bienal do Livro de São Paulo começou no dia 4 de setembro e segue até domingo (13), no Distrito Anhembi, na capital paulista.

Segundo a organização divulgada pela Prefeitura, a edição de 2026 reúne mais de 3 mil horas de programação, incluindo debates, oficinas, sessões de autógrafos, encontros com autores, atividades infantis e discussões sobre temas atuais, entre eles o uso de tecnologia e inteligência artificial na produção literária.

A participação de Curitiba acontece nesta sexta-feira (11) e integra a programação voltada à educação.

Ao apresentar a estrutura de bibliotecas, Faróis do Saber e programas de formação de leitores, Curitiba busca compartilhar uma experiência construída dentro da rede municipal e também conhecer iniciativas desenvolvidas por outras cidades.

O Notícias de Curitiba acompanha as ações de educação e cultura promovidas no município e atualizará esta reportagem caso sejam divulgados novos dados ou resultados da participação da cidade na Bienal. .

Fonte das informações: Prefeitura de Curitiba / Secretaria Municipal da Educação

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