Escolas da Bahia e do Pará vencem prêmio nacional de sustentabilidade
Iniciativas desenvolvidas por professores e estudantes de escolas em diferentes regiões do Brasil têm transformado materiais descartados em novos recursos e produtos que ajudam a resolver problemas locais. A 4ª edição do Prêmio Escolas Sust

Iniciativas desenvolvidas por professores e estudantes de escolas em diferentes regiões do Brasil têm transformado materiais descartados em novos recursos e produtos que ajudam a resolver problemas locais. A 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis reconheceu soluções acessíveis e eficientes desenvolvidas por professores e estudantes da educação básica. Os vencedores foram anunciados nesta quinta-feira (17), em cerimônia realizada em Salvador (BA). Na categoria que engloba projetos da educação infantil até os primeiros anos do ensino fundamental, a vencedora foi a Casa da Infância, em Salvador (BA) . A escola privada desenvolve um projeto de intercâmbio educativo e sustentável entre quatro escolas do Brasil e da Colômbia. • Número de professores jovens cai 31% em dez anos, aponta pesquisa. • Um em cada cinco estudantes já fez apostas online, mostra pesquisa. • Professores têm 8 mil vagas gratuitas para pós-graduação. Com o envolvimento de estudantes, de educadores e das comunidades, as ações incluem coleta de resíduos nos bairros próximos da escola, compostagem, hortas escolares, reaproveitamento de materiais e mapeamento da biodiversidade. O projeto, intitulado Infância, Sustentabilidade e Cidades Educadoras, articula educação ambiental, gestão de resíduos e consumo responsável por meio de atividades e trocas de experiências entre escolas com características diversas. Os colégios participantes, além de representarem as duas nacionalidades, estão localizados tanto em espaço urbano quanto no rural. As ações incluem encontros presenciais e virtuais, além da troca de cartas e conteúdos em português, espanhol e inglês, que promovem o compartilhamento de boas práticas entre as instituições de ensino. “Entre os resultados está essa abertura de dialogar com o diferente, de compreender que pode aprender potências e forças com aqueles que parecem ter uma realidade tão distinta. A gente percebeu as crianças muito abertas, inclusive com repertório de literatura, de questões raciais”, disse Marília Dourado, gestora da Casa da Infância. Visita de professores ao Colégio Internacional Altamira - Barranquilla- Colômbia. - Escola Casa da Infância/Divulgação O projeto já promoveu imersões na Caatinga, na Mata Atlântica e em comunidades tradicionais, além da participação em seminários internacionais e visitas entre as escolas participantes. “Recebemos educadores da Colômbia aqui, depois a gente vai até lá viver a experiência de troca. Isso marca uma ampliação de conhecimento de mundo, de repertório linguístico, [abordando também] identidade de território e ancestralidade”, disse Marília. Segundo a instituição, cerca de 2 mil pessoas foram impactadas pelo projeto, dentro e fora das escolas. Na categoria que avalia experiências dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o projeto premiado foi o EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia. O protótipo de armadilha contra mosquitos foi desenvolvido por estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), do Campus Marabá Industrial , de Marabá (PA). Os estudantes criaram uma armadilha luminosa de baixo custo para reduzir a presença de mosquitos vetores de doenças, dispensando o uso de inseticidas. A tecnologia utiliza materiais reaproveitados, como latas, fios e componentes eletrônicos. Dessa forma, a solução torna-se acessível e replicável. O professor Ríguel Contente, que conduziu o projeto, contou sobre a primeira conversa com os estudantes para dar início ao projeto. “Eu conversei em sala de aula com os alunos: como é na casa de vocês essa questão de mosquito? E é muito ruim para eles, porque a maior parte mora em áreas periféricas e, aqui em Marabá é muito quente. As pessoas têm que abrir a janela à noite, tem todo aquele incômodo da presença de muito mosquito na residência.” A partir disso, eles fizeram o diagnóstico do problema, a construção dos protótipos, os testes com diferentes cores de LED, até o registro e a identificação dos insetos capturados. A estrutura externa da armadilha é uma lata de leite, com uma tela colocada embaixo, pés feitos de tampas de garrafa e uma fonte 12 volts de aparelhos descartados. Há ainda uma espécie de pequeno ventilador e lâmpadas. Com informações da Agência Brasil.
Fonte: Agência Brasil / EBC

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