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Saúde

Impacto financeiro de bets no SUS chega a R$ 30,6 bilhões por ano

O impacto financeiro por causa dos danos à saúde provocados pelas apostas online no Sistema Único de Saúde (SUS) é de R$ 30,6 bilhões por ano. O dado consta de estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS).

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Impacto financeiro de bets no SUS chega a R$ 30,6 bilhões por anoCrédito: © Tomaz Silva/Agência Brasil

O impacto financeiro por causa dos danos à saúde provocados pelas apostas online no Sistema Único de Saúde (SUS) é de R$ 30,6 bilhões por ano. O dado consta de estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). Nessa conta, entram as despesas com tratamentos de depressão, ansiedade e impactos causado pelas mortes por suicídio. • Prevenção ao suicídio: profissionais de saúde destacam riscos com bets. • Bets: quatro em cada dez mulheres apostam ou já apostaram online. • Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025. Apenas 1% do valor arrecadado das operadoras de apostas é destinado ao Ministério da Saúde para minimizar esses danos. Nos últimos cinco anos, foi registrado um aumento de 140% na busca por atendimento no SUS por causa da dependência de apostas online e jogos de azar. De acordo com o diretor de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, o crescimento foi registrado em toda a Rede de Atenção Psicossocial. Segundo ele, com foco nessa procura, foi lançado o serviço de teleatendimento voltado para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. Diretor de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati - Foto: MS/Arquivo/Divulgação “Desde fevereiro deste ano, quando nós criamos uma porta de entrada para atendimentos a jogos e apostas de forma eletrônica, nós tivemos uma procura de 20 mil pessoas que se cadastraram após fazerem um teste.” Diante da alta procura, a capacidade foi ampliada recentemente de 600 para até 100 mil teleatendimentos mensais, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) . O diretor diz que outro indicativo do crescimento do problema com jogos e apostas vem da plataforma de autoexclusão , lançada pelo Ministério da Fazenda. Foram bloqueados mais de 5 milhões de CPFs em sites de apostas online autorizados a operar pelo governo federal. Além de atingir atendidos pelo Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pessoas em programas de renegociação de dívidas, mais de 1 milhão de usuários pediram autoexclusão . Nesse último caso, quase metade alegou problemas de saúde mental relacionados a apostas. Há cerca de dois meses sem apostar, o vendedor Gustavo Pereira, de 24 anos, utilizou a plataforma de autoexclusão para evitar novas recaídas e se manter longe das bets. Morador de Lages, em Santa Catarina, ele começou a fazer apostas online aos 18 anos. Em um período de seis anos, chegou a perder meio milhão de reais por causa do vício. Gustavo diz que a ferramenta de autoexclusão foi fundamental para que ele pudesse retomar o controle da situação. "Tive várias recaídas nesse processo, até chegar o momento da autoexclusão da plataforma. Pode-se dizer que essa ferramenta salvou minha vida. Eu recuperei minha autoestima, recuperei a coragem de olhar nos olhos das pessoas, eu sou outra pessoa, o vício me transformou em outra coisa", lembra. O jovem começou a vender café nas ruas de Lages para recomeçar a vida após deixar de apostar em bets. Para o vendedor, a luta contra o vício deve ser constante. "Não me orgulho de nada do que eu fiz nessa época, e hoje, graças a Deus, eu consigo, com muita transparência, falar com as pessoas, ajudá-las, ainda faço acompanhamento, é uma luta diária contra o vício." Gustavo Pereira começou a vender café nas ruas de Lages, em Santa Catarina, para recomeçar a vida após deixar de apostar em bets - Foto: Gustavo Pereira/Arquivo Pessoal O apoio familiar também é fundamental para quem precisa enfrentar o problema da dependência em jogos e apostas, afirma Carla Xavier*, de 41 anos, jogadora compulsiva. Frequentadora de um grupo de apoio para pessoas com problemas de jogo, a irmandade Jogadores Anônimos , ela está há mais de um ano longe do vício. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil / EBC

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