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Forças Armadas do Irã reagem a discurso de Trump na ONU e prometem resposta a novos ataques

Comando militar iraniano classificou as declarações do presidente dos Estados Unidos como propaganda e afirmou estar preparado para responder caso ocorram novas ofensivas.

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Donald Trump discursa na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, durante pronunciamento que provocou reação das Forças Armadas do Irã.
Donald Trump discursa na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nesta terça-feira (22), antes da reação divulgada pelo comando militar iraniano.Crédito: Daniel Torok/Official White House Photo

A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou ao centro das discussões internacionais após o discurso do presidente americano, Donald Trump, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Horas depois das declarações feitas na terça-feira (22), o comando militar iraniano divulgou uma resposta pública e advertiu que reagirá caso o país seja novamente atacado. Em comunicado divulgado pela imprensa iraniana, o Estado-Maior das Forças Armadas e o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya classificaram as declarações de Trump como voltadas à propaganda interna dos Estados Unidos. Os militares também usaram a expressão “desespero estratégico” para descrever a postura americana. Essas classificações representam a posição oficial apresentada por Teerã, e não uma conclusão independente sobre a situação militar dos dois países. O comunicado acrescentou que as forças iranianas estariam preparadas para realizar respostas “mais severas, esmagadoras e imprevisíveis” diante de novos ataques dos Estados Unidos ou de Israel. A advertência ocorre em meio ao prolongamento do conflito iniciado após ofensivas conjuntas americanas e israelenses contra o Irã no fim de fevereiro. Na tribuna da ONU, Trump voltou a afirmar que os Estados Unidos não aceitarão que o Irã desenvolva uma arma nuclear. Em sua fala, o presidente americano apresentou como alternativas a obtenção de um acordo ou uma nova escalada militar e chegou a utilizar o termo “aniquilar” ao falar sobre a República Islâmica. A Casa Branca publicou trechos oficiais do pronunciamento e reiterou a posição do governo americano de impedir uma capacidade nuclear militar iraniana. Apesar do tom de confronto público, os dois governos mantiveram um canal diplomático aberto em Nova York. O enviado americano Steve Witkoff afirmou que ocorreram conversas prolongadas com representantes iranianos por intermédio de mediadores. Trump, por sua vez, descreveu os contatos como produtivos e disse acreditar que existe impulso para um possível acordo. Há versões diferentes sobre se as delegações chegaram a conversar diretamente ou se todo o contato ocorreu por intermediários. Entre os temas em discussão está o Estreito de Ormuz. Segundo informações divulgadas por veículos iranianos, Teerã condiciona avanços à redução da pressão militar americana, ao fim do bloqueio naval sobre seus portos e à liberação de ativos iranianos congelados. Washington, por outro lado, mantém entre suas exigências garantias sobre a navegação no estreito e o programa nuclear do Irã. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, está em Nova York para participar da Assembleia Geral. A movimentação diplomática ocorre, portanto, simultaneamente à escalada das declarações públicas entre os dois governos, deixando abertas tanto a possibilidade de novas negociações quanto o risco de agravamento do conflito.

Fonte: Casa Branca / Press TV / Al Jazeera

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