Leia a íntegra do discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu os trabalhos na Assembleia Geral das NaçõES Unidas e foi o primeiro chefe de Estado a discursar na ONU, em Nova York, nesta terça-feira (22).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu os trabalhos na Assembleia Geral das NaçõES Unidas e foi o primeiro chefe de Estado a discursar na ONU, em Nova York, nesta terça-feira (22). A abertura brasileira é tradição há décadas. Leia na íntegra o dirscuso de Lula na ONU: Meus cumprimentos ao Presidente da Assembleia Geral, Embaixador Khalilur Rahman, de Bangladesh. Saúdo cada um dos Chefes de Estado e de Governo e delegadas e delegados presentes. Dirijo-me em particular ao Secretário-Geral das NaçõES Unidas. Ao longo de seus dois mandatos, António Guterres foi testemunha direta dos crescentes desmandos das superpotências. Esta é a décima ocasião em que abro o Debate Geral desta Assembleia. Desde que ocupei pela primeira vez esta tribuna, em 2003, este é o momento mais crítico das NaçõES Unidas. O sentimento que me move hoje é o da indignação. A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis – os que não têm exército, nem arsenais – nunca foi tão pequena. Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel. Em 1946, já na primeira sessão desta Assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício de origem da Carta da ONU conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez. A esse pecado original soma-SE agora uma profunda crise de liderança. O ano de 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. Trilhões de dólares financiam uma nova corrida armamentista. Tensões geopolíticas ameaçam transformar confrontos regionais em uma conflagração de proporções globais. Os que detêm as rédeas das decisões cruciais devem atuar com responsabilidade e sentido de urgência. Os líderes dos países que integram o Conselho de Segurança precisam SE reunir. Não desconheço as realidades do poder. Mas as concessões à lei do mais forte já passaram dos limites. A guerra não é a continuação da política por outros meios. Num mundo interdependente, liderar é conciliar os interesses da pátria com os da humanidade. Essa é a constatação de alguém que representa uma nação amante da paz e da liberdade. Alguém que lutou contra uma ditadura militar e defendeu seu país contra um golpe de estado. É a convicção de um operário eleito três vezes presidente e que retirou o Brasil do Mapa da Fome. Esta Assembleia corrigiu recentemente distorções históricas. Reconheceu o tráfico de africanos escravizados como o mais grave crime contra a humanidade. Aprovou a representação mais precisa do mapa-múndi. Agora deve SE debruçar sobre temas determinantes para o futuro da humanidade. Multilateralismo ou unilateralismo; Essas escolhas demandam coragem, vontade política e clareza de objetivos. Isso é o que SE espera de um Estadista. Yasser Arafat e Yitzahk Rabin foram estadistas. Desafiaram
Fonte: BRASIL DE FATO

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