Mestra Beba Lima — Mulheres no coco de roda
Pisei no cantinho que vovô pisou para dançar coco de roda, pode me chamar que eu vou… (Trecho de Coco de Roda, composição de Mestra Beba). É pedindo licença para pisar que vamos adentrar o terreiro da comunidade quilombo

Mestra Beba Lima — Mulheres no coco de roda. Os dados disponíveis na fonte original foram reorganizados pelo Notícias de Curitiba para explicar o fato, sua situação atual e os possíveis efeitos para o público. O fato envolve pisei no cantinho que vovô pisou para dançar coco de roda, pode me chamar que eu vou… (Trecho de Coco de Roda, composição de Mestra Beba). É pedindo licença para pisar que vamos adentrar o terreiro da comunidade quilombola Caiana dos Crioulos, localizada no município de Alagoa Grande (PB). Entre os dados confirmados, é lá, pertinho do Reino Encantado, que reside Josefa Maria, mais conhecida como Beba, ou Beba Lima ou Mestra Beba. Atuante no movimento de mulheres negras, cuidadora do Museu Vivo da comunidade de Caiana que carrega a história do coco de roda e da ciranda, agricultora, mãe, zabumbeira e compositora. A apuração da fonte registra ainda que sua trajetória com o coco de roda inicia muito cedo, aos sete anos, acompanhando seu avô que tocava triângulo nas brincadeiras tradicionais do quilombo. A partir daí surge o interesse pela cultura. Para entender o estágio atual, começa tocando triângulo assim como seu avô. Ensaiando com um “estribo” dos cavalos e uma colher. Em relação aos efeitos práticos, “Na época, quando eu era pequena, ainda caminhava com meu avô. E eu fui tomando gosto pelo pela cultura. Outro ponto relevante é que desde que eu comecei a tomar gosto e quando chegava em casa eu começava a tocar nas bacias, cadeirão, balde, né? O triângulo eu fazia com estribo, aquele estribo de cela de burro onde a gente coloca os pés. A informação disponível também indica que eu pegava uma colher e ficava treinando em casa. Por amor à cultura, Mestra Beba participou por muito tempo de forma voluntária, sem compor nenhum grupo. O fato envolve recebendo posteriormente os convites para integrar os grupos: As Caianas e Brilho do Coco. Grupo Brilho do Coco Entre os dados confirmados, inclusive que a gente foi para Goiás. Criamos as caianas, que é um grupo de mulheres, de sete mulheres. A apuração da fonte registra ainda que fomos para Goiás, que na época eu tinha um medo danado de participar porque eu não tinha saído para cantar. Eu não me sentia segura de ser zabumbeira, né? Para entender o estágio atual, e na época a gente subiu no palco lá em Goiás com aquela multidão de gente e eu insegura. Mas depois que eu cheguei lá em cima e comecei a tocar e o povo começou a dançar, eu esqueci que tava lá em Goiás e comecei a bater zabumba. Em relação aos efeitos práticos, e aí ficou a zabumbeira aqui do Quilombo Caiana dos Crioulos. Trazendo sempre a importância de manter viva a tradição. Outro ponto relevante é que nesse intuito, faz questão de transmitir seus conhecimentos para a juventude. Participando de forma ativa em projetos voltados ao compartilhamento de
Fonte: BRASIL DE FATO

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