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Operação Eredità mira esquema que enviava cocaína à Europa pelo Porto de Paranaguá

Polícia Federal cumpre sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em investigação sobre uma estrutura criminosa ligada a grupos brasileiros e italianos.

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Área operacional do Porto de Paranaguá, no Litoral do Paraná, com navios e movimentação de cargas.
Porto de Paranaguá, apontado na investigação da Operação Eredità como uma das rotas utilizadas para o envio de cocaína à Europa. Imagem ilustrativa.Crédito: Deyvid Aleksandr Raffo Setti e Eloy Olindo Setti / Wikimedia Commons – CC BY-SA 3.0

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) a Operação Eredità, uma nova etapa das investigações sobre uma estrutura criminosa transnacional formada, segundo a PF, por integrantes de grupos brasileiros e italianos envolvidos no envio de cocaína da América do Sul para países da Europa. A operação foi anunciada pela Superintendência da Polícia Federal no Paraná. Ao todo, são cumpridos sete mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou medidas patrimoniais, entre elas sequestro de imóveis e bloqueio de bens, valores mantidos em contas bancárias e aplicações financeiras de pessoas físicas e jurídicas investigadas. A Operação Eredità é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas nas operações Retis e Spiderweb. Segundo a Polícia Federal, esses trabalhos revelaram uma associação responsável por fornecer estrutura logística para grandes remessas de cocaína. A ação desta quinta também é um desdobramento das operações Samba e Mafiusi, deflagradas simultaneamente no Brasil e na Itália em dezembro de 2024. As investigações encontraram indícios de ligação da estrutura criminosa com pelo menos 11 apreensões realizadas entre 2019 e 2020, que juntas ultrapassaram 4,6 toneladas de cocaína destinadas a diferentes países europeus. A apuração também identificou uma rede financeira utilizada para movimentar, ocultar e dissimular recursos provenientes do tráfico internacional. Informações divulgadas nesta quinta apontam que o Porto de Paranaguá, no Litoral do Paraná, era utilizado como uma das principais rotas para a exportação dos carregamentos. Entre os destinos citados estão Itália, Bélgica, Holanda, França e Portugal. A investigação indica ainda que a estrutura teria continuado funcionando mesmo depois da prisão de dois integrantes italianos em 2019, com familiares e antigos associados assumindo funções na organização. A apuração também identificou o uso de plataformas de comunicação criptografadas e mecanismos voltados à movimentação internacional e ocultação de dinheiro. Segundo as informações reunidas pelos investigadores, parte dos recursos obtidos com a comercialização da droga na Europa teria sido reinvestida em novas operações de narcotráfico. A investigação contou com cooperação entre autoridades brasileiras e italianas. A equipe conjunta reuniu Polícia Federal, Ministério Público Federal, autoridades de Turim e integrantes do ROS Carabinieri. A PF informa que a parceria ocorreu no âmbito da Equipe Conjunta de Investigação mantida entre Brasil e Itália de 2020 a 2025. Os investigados poderão responder, conforme a participação individual apontada durante a investigação, por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam, e o cumprimento de mandados não representa condenação definitiva dos alvos.

Fonte: Polícia Federal – Superintendência Regional no Paraná

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