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Pesquisa mostra desafio de cineastas indígenas para financiar filmes

Filmes indígenas estão nas salas de cinema, mostras, festivais e nas plataformas de streaming . Ganham prêmios e reconhecimento. Mas para acessar esses espaços é preciso superar barreiras. Uma delas é a do financiamento.

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Pesquisa mostra desafio de cineastas indígenas para financiar filmesCrédito: © Jose Cruz/ Agência Brasil

Filmes indígenas estão nas salas de cinema, mostras, festivais e nas plataformas de streaming . Ganham prêmios e reconhecimento. Mas para acessar esses espaços é preciso superar barreiras. Uma delas é a do financiamento. Pesquisa da Rede Katahirine com 60 cineastas de 40 povos indígenas mostra que cineastas indígenas têm dificuldade de concorrer a editais de fomento. • Representação indígena vai além de candidatos eleitos, diz cineasta . • TV Brasil estreia séries de natureza selvagem em horário nobre. • Filme Feito Pipa é escolhido para representar Brasil no Oscar 2027. Enquanto 81,7% delas já apresentaram filmes em mostras ou festivais, o que demonstra o reconhecimento de suas obras, 71,7% delas relatam que já desistiram de concorrer a um edital. Os principais motivos são a burocracia (70%), o não atendimento aos requisitos de participação (43%) e a linguagem técnica dos concursos (41%). Mari Corrêa, idealizadora da rede Katahirine explica que os editais costumam exigir documentos que as cineastas têm dificuldade para fornecer, especialmente as que moram nos territórios. “Alguns editais exigem que o proponente tenha uma empresa, uma produtora, por exemplo. Não pode concorrer como pessoa física. Isso praticamente elimina a possibilidade de concorrerem ao financiamento”. É o caso de Larissa Tukano. Ela é cineasta e artista visual, mas diz que não procura editais porque acha a linguagem difícil. “Pedem também uma experiência que não podemos comprovar. E a gente sente que esses concursos não nos contemplam”, diz. Larissa defende o modo de fazer cinema indígena. Ela diz que ao filmar a própria comunidade, esses cineastas têm um olhar diferente, um respeito pelo tempo das pessoas que estão sendo filmadas. “Podemos conversas na nossa própria lingua e isso torna a conversa mais íntima. Também sabemos o que pode e o que não pode ser filmado”, explica. Mari Corrêa também destaca que o cinema indígena segue a própria lógica de produção. “Os roteiros não são feitos da forma ocidental de entender um roteiro. A presença do coletivo é muito forte e as decisões são tomadas de modo menos hierarquizado, dentro da comunidade.” O livro Ler o vento, filmar o mundo: pesquisa-mapeamento do cinema das mulheres indígenas no Brasil , idealizado pela Rede Katahirine - Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas - será lançado nesta quinta-feira, 17 de setembro, as 14h no Cine Brasília, em Brasília. A entrada é gratuita. No mesmo dia será lançado também o livro Diretrizes para um audiovisual ético com povos indígenas. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil / EBC

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