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Pesquisadores descrevem nova espécie de rã-de-vidro no Cerrado

Uma nova espécie de rã-de-vidro foi descrita e nomeada de Vitreorana micaelae após ser localizada em Luziânia, no estado de Goiás.

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Pesquisadores descrevem nova espécie de rã-de-vidro no CerradoCrédito: © Afonso Meneses/Divulgação

Uma nova espécie de rã-de-vidro foi descrita e nomeada de Vitreorana micaelae após ser localizada em Luziânia, no estado de Goiás. A descoberta científica é resultado de esforço integrado de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade de Brasília (UnB). A pequena rã esverdeada e quase transparente chamou a atenção do grupo de pesquisadores liderados pelo biólogo Wilian Vaz-Silva nas matas de galeria que margeiam os pequenos riachos afluentes Rio Corumbá, no bioma Cerrado. Mesmo parecendo com outras espécies existentes, eles decidiram investigar. • Série documental Criaturas do Grande Azul estreia na TV Brasil. • Defesa Civil do Rio alerta para risco de enchentes e deslizamentos. • Agricultura avança 11 milhões de hectares em 41 anos na Mata Atlântica. “Depois que esses animais foram encontrados, e o canto gravado, a gente partiu para avaliação, a comparação com outros grupos das rãs-de-vidro, porque essas rãs de vidro são, de modo geral, mais restritas à Mata Atlântica e Amazônia”, diz um dos biólogos autores do estudo, Reuber Brandão, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza da Fundação Grupo Boticário. A partir de trabalho integrado de diferentes áreas do conhecimento: morfologia, bioacústica, genética molecular e o próprio trabalho de campo, os pesquisadores concluíram que SE tratava da 11ª espécie do gênero rã-de-vidro, das quais, apenas quatro são encontradas no território brasileiro e esta é a segunda que só ocorre no Cerrado. Segundo Brandão, além de um material molecular diferente das espécies já conhecidas pela ciência, foram identificadas características únicas nos indivíduos analisados. “Do ponto de vista bioacústico, é um bicho com muito menos notas de canto. Tem diferenças sutis, mas consistentes, na forma da íris, na pigmentação dorsal e na morfologia, especialmente da região próxima à cloaca [orifício terminal para excreção e com fins reprodutivos]”, explica. De acordo com os pesquisadores, a ausência de maiores conhecimentos sobre a espécie, inclusive entre a comunidade local é justificada pelos hábitos da Vitreorana micaelae . “Esse bicho canta no alto de árvores em barrancos inclinados na beira do rio, e só quando está chovendo intensamente. Então, mesmo para a gente que está em campo procurando esses animais ativamente, leva tempo até encontrar populações na região”, diz. Essa dificuldade de acesso, somada ao tamanho de pouco mais de 2 centímetros e a ocorrência espalhada de indivíduos, não permitiu a associação da espécie a um nome popular já utilizado pelas comunidades locais. “As pessoas têm mais nomes populares para anfíbios que cantam de forma mais evidente, como sapo-martelo, sapo-cachorro.

Fonte: Agência Brasil / EBC

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