Curitiba, Paraná
Política

Projeto de Luiz Fernando Guerra propõe “Carreta do Autismo” para ampliar diagnóstico de TEA no Paraná

Proposta em tramitação na Assembleia Legislativa prevê unidade móvel especializada para levar triagem, avaliação multiprofissional e diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista a municípios paranaenses.

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Deputado Luiz Fernando Guerra, autor do projeto Carreta do Autismo no Paraná
Deputado estadual Luiz Fernando Guerra durante atividade na Assembleia Legislativa do Paraná.Crédito: ALEP

O Paraná poderá ganhar uma estrutura itinerante voltada à triagem, avaliação e diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa está prevista no Projeto de Lei nº 45/2026, apresentado pelo deputado estadual Luiz Fernando Guerra.

Batizada de Carreta do Autismo – Paraná Diagnostica TEA, a proposta prevê uma unidade móvel especializada capaz de percorrer diferentes municípios do Estado, aproximando o atendimento das famílias que enfrentam dificuldades para conseguir avaliações especializadas.

Objetivo é reduzir espera pelo diagnóstico

Entre as principais finalidades previstas no projeto estão ampliar o acesso à triagem e ao diagnóstico multiprofissional do autismo, reduzir o tempo de espera por laudos especializados e priorizar localidades onde existe demanda reprimida ou falta de profissionais.

O texto também prevê ações de conscientização e orientação sobre o TEA, além de parcerias entre Governo do Estado, municípios e entidades especializadas.

Equipe com diferentes profissionais

De acordo com o projeto, caberia ao Poder Executivo definir a estrutura da unidade móvel e a composição definitiva das equipes.

A proposta cita, entre os profissionais que poderão fazer parte dos atendimentos, especialistas das áreas de:

neurologia; psicologia; fonoaudiologia; terapia ocupacional; assistência social.

O atendimento deverá envolver etapas como triagem, agendamento, avaliação presencial, elaboração de relatório multiprofissional quando indicado e encaminhamento do paciente para continuidade do acompanhamento.

Municípios com maior necessidade poderão ser priorizados

O projeto estabelece critérios que poderão ser considerados para definir por onde a Carreta do Autismo deverá passar.

Entre eles estão a existência de fila reprimida, escassez de especialistas, pedidos dos próprios municípios e vulnerabilidades regionais.

A proposta também permite cooperação com prefeituras, Apaes, instituições sem fins lucrativos e outras entidades especializadas no atendimento às pessoas autistas.

Além dos atendimentos às famílias, a unidade poderá ser utilizada para capacitar profissionais das redes estadual e municipal, fortalecendo a identificação precoce de sinais relacionados ao TEA.

Diagnóstico precoce

Na justificativa do projeto, Guerra argumenta que identificar o transtorno precocemente permite que terapias, intervenções e adaptações educacionais sejam iniciadas mais cedo.

O parlamentar também aponta a existência de filas para avaliações especializadas e a dificuldade enfrentada especialmente por municípios com menor disponibilidade de profissionais.

Em que situação está o projeto?

O PL 45/2026 foi apresentado em fevereiro deste ano e encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Em maio, durante análise na comissão, a proposta recebeu baixa em diligência para a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) e para a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). Isso significa que os órgãos foram chamados a fornecer informações técnicas relacionadas à implementação e aos impactos da proposta antes da continuidade da análise legislativa.

Portanto, a Carreta do Autismo ainda não é uma lei nem um programa em funcionamento. A proposta continua dependendo da tramitação legislativa e, se aprovada pela Assembleia, deverá seguir posteriormente para análise do Poder Executivo.

Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná – ALEP

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