Santo André, no ABC Paulista, começa a vacinar bebês contra o sarampo
Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias que vivem em Santo André, no ABC Paulista, passam a receber a dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A estratégia foi adotada visando expandir a imunização dos bebê

Bebês de 6 a 11 meses e 29 dias que vivem em Santo André, no ABC Paulista, passaram a receber a chamada dose zero da vacina tríplice viral, imunizante que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A estratégia foi adotada como medida preventiva após a confirmação de um caso de sarampo no município e busca ampliar a proteção de crianças pequenas diante do risco de circulação do vírus. A aplicação antecipada é direcionada especialmente aos bebês que ainda não atingiram a idade prevista para o início do esquema regular de vacinação. Nessa fase da vida, as crianças podem apresentar maior vulnerabilidade às complicações causadas pelo sarampo, o que reforça a importância de medidas de prevenção em locais onde há confirmação ou risco aumentado de transmissão. Apesar de ser aplicada antes do calendário convencional, a dose zero não substitui as vacinas previstas posteriormente. Ao completar 12 meses, a criança deverá receber normalmente as doses indicadas no Calendário Nacional de Vacinação. Por isso, pais e responsáveis devem manter a carteira vacinal atualizada e seguir as orientações fornecidas pelas equipes das unidades de saúde. A ampliação da imunização em Santo André ocorre em um cenário de atenção no estado de São Paulo. Até o momento, foram contabilizados 36 casos confirmados de sarampo no território paulista. A maior parte está concentrada na capital, que reúne 32 registros. Fora da cidade de São Paulo, São Bernardo do Campo contabiliza dois casos confirmados. Guarulhos registrou uma ocorrência e Santo André também confirmou um caso, situação que motivou o reforço das medidas de prevenção voltadas aos bebês. O sarampo é uma doença viral altamente transmissível e pode ser espalhado por meio de secreções respiratórias eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. Embora algumas pessoas apresentem evolução sem complicações graves, a infecção pode provocar problemas importantes, especialmente em crianças pequenas e outros grupos mais vulneráveis. Entre as formas mais eficazes de prevenção está a vacinação. A tríplice viral faz parte da rotina do Sistema Único de Saúde e é oferecida gratuitamente para os públicos previstos nas recomendações do Ministério da Saúde. Com a adoção da dose zero, a expectativa é reduzir a possibilidade de novos contágios entre os bebês e reforçar a barreira de proteção contra a circulação do vírus. A estratégia também ajuda a diminuir o risco de transmissão dentro das famílias e da comunidade. Pais e responsáveis devem verificar a situação vacinal das crianças e procurar uma unidade de saúde caso tenham dúvidas sobre quais doses precisam ser aplicadas. Mesmo quem receber a dose antecipada deverá continuar o esquema de vacinação nas idades recomendadas, garantindo proteção adequada ao longo do crescimento.
Fonte: Agência Brasil / EBC

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