Curitiba, Paraná
Curitiba

Setransp alerta para possível demissão em massa de motoristas e cobradores em Curitiba

Sindicato das empresas de ônibus pediu negociação urgente com o Sindimoc diante do fim dos atuais contratos de concessão, previsto para 31 de dezembro de 2026.

Compartilhe esta notícia
Ônibus vermelho do transporte coletivo circulando em Curitiba.
Ônibus do transporte coletivo circula em Curitiba; futuro dos trabalhadores entrou no debate com o processo da nova concessão.Crédito: Hully Paiva / SECOM — Prefeitura de Curitiba

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) fez um alerta sobre o risco de um processo de demissão em massa de motoristas e cobradores do transporte coletivo da capital.

Ônibus articulado vermelho do transporte coletivo de Curitiba.
Ônibus da linha Santa Cândida integra o sistema de transporte coletivo de Curitiba.Crédito: Isabella Mayer / SECOM — Prefeitura de Curitiba

Em ofício enviado nesta quinta-feira (27) ao Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), o Setransp pediu a abertura urgente de uma negociação coletiva para discutir a situação dos trabalhadores diante do encerramento dos atuais contratos de concessão.

Até o momento, as demissões não estão confirmadas. O documento trata da necessidade de planejamento caso as empresas que atualmente operam o sistema deixem de prestar o serviço após o término dos contratos.

Ônibus vermelho circulando em estação do transporte coletivo de Curitiba.
Transporte coletivo de Curitiba passa por processo de nova concessão para os próximos 15 anos.Crédito: Luiz Costa / SMCS — Prefeitura de Curitiba

Os contratos atuais foram prorrogados até 31 de dezembro de 2026, conforme termo aditivo da Urbs. O próprio documento oficial estabelece que a extensão foi feita para assegurar a continuidade do serviço enquanto o município estruturava o novo modelo de concessão.

Empresas demonstram preocupação com trabalhadores

Segundo o Setransp, uma eventual troca das empresas responsáveis pelo transporte poderá exigir uma grande operação trabalhista, envolvendo cálculo de rescisões, avisos-prévios e a situação de funcionários que possuem estabilidade provisória.

O sindicato empresarial também demonstrou preocupação com a possibilidade de trabalhadores deixarem seus empregos antes do encerramento dos contratos, situação que poderia afetar a operação das linhas de ônibus.

A intenção manifestada no ofício é estabelecer antecipadamente um cronograma de negociação com o Sindimoc para reduzir impactos trabalhistas e operacionais.

Nova concessão está em andamento

O alerta ocorre poucos dias depois da publicação do edital da nova concessão do transporte coletivo de Curitiba.

A Prefeitura publicou o edital em 19 de agosto. A entrega das propostas está marcada para 17 de novembro, e o leilão está previsto para 26 de novembro de 2026, na B3, em São Paulo.

O novo sistema será dividido em cinco lotes e prevê aproximadamente R$ 3,9 bilhões em investimentos durante os 15 anos de contrato. Entre as mudanças planejadas estão renovação da frota, ampliação da integração entre linhas e incorporação de ônibus elétricos.

Atualmente, o sistema de Curitiba possui 302 linhas, frota operacional superior a 1,2 mil ônibus e transporta cerca de 580 mil passageiros nos dias úteis, segundo dados divulgados pela Prefeitura.

O que acontece com motoristas e cobradores?

Ainda não está definido publicamente quantos trabalhadores poderão ser reaproveitados pelas futuras concessionárias.

Por isso, o Setransp defende que a discussão trabalhista seja iniciada com antecedência. A legislação exige participação sindical em processos de dispensa coletiva, e os direitos trabalhistas previstos para eventual encerramento dos vínculos deverão ser respeitados.

A Tribuna do Paraná informou que procurou o Sindimoc, mas a entidade não se manifestou sobre o assunto naquele momento.

O Notícias de Curitiba acompanha o processo da nova concessão e atualizará a matéria caso sejam divulgadas novas informações sobre a situação dos trabalhadores.

Fonte: Tribuna do Paraná / Urbs / Prefeitura de Curitiba

Compartilhe esta notícia

Comentários

Deixe sua opinião sobre esta notícia.

Seja o primeiro a comentar