Violência psicológica contra mulheres cresce 36,2% no Paraná, aponta Anuário de Segurança
Estado registrou 2.550 ocorrências em 2025; crescimento ficou acima da média nacional, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O Paraná registrou 2.550 ocorrências de violência psicológica contra mulheres em 2025, número 36,2% maior que o registrado no ano anterior. O crescimento ficou bem acima da média nacional, que foi de 16,9% no mesmo período. Os dados constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O levantamento reúne informações fornecidas pelas secretarias estaduais de Segurança Pública, polícias e outros órgãos oficiais. A edição de 2026 chama atenção para o avanço de diferentes formas de violência de gênero e doméstica no país, incluindo feminicídios, ameaças, agressões e violência psicológica. No Paraná, os números colocam o estado entre aqueles com maior incidência registrada desse tipo de crime. A violência psicológica contra a mulher é crime previsto no artigo 147-B do Código Penal. A legislação considera, entre outras situações, condutas capazes de provocar dano emocional ou controlar comportamentos e decisões por meio de ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, chantagem ou ridicularização. A pena prevista é de seis meses a dois anos de reclusão e multa, quando a conduta não configura crime mais grave. Em Curitiba, mulheres que precisam de atendimento especializado podem procurar a Casa da Mulher Brasileira, localizada na Avenida Paraná, 870, no Cabral. O espaço funciona 24 horas e reúne serviços voltados ao acolhimento e à proteção de mulheres em situação de violência. A Delegacia da Mulher de Curitiba também funciona nesse endereço e integra a rede de atendimento. Nos casos em que a violência estiver acontecendo naquele momento ou houver risco imediato, a orientação oficial é acionar a Polícia Militar pelo 190. Denúncias anônimas no Paraná podem ser realizadas pelo 181. A Central de Atendimento à Mulher, pelo Ligue 180, funciona gratuitamente 24 horas por dia e oferece orientação, informações sobre direitos, encaminhamento para serviços especializados e registro de denúncias. O aumento dos registros não permite, isoladamente, concluir se houve crescimento equivalente no número real de episódios ou aumento da procura das vítimas pelos canais oficiais. Os dados, porém, mostram a dimensão das ocorrências que chegaram ao conhecimento das autoridades e reforçam a importância de reconhecer sinais de violência que nem sempre deixam marcas físicas.
Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública / Polícia Civil do Paraná / Ministério das Mulheres
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