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Saúde

Anvisa registra novo medicamento para tratamento do hipoparatireoidismo crônico

Yorvipath utiliza palopegteriparatida para reposição do hormônio da paratireoide e é indicado para pacientes adultos com a doença rara.

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Anvisa publica registro de medicação para hipoparatireoidismo crônicoCrédito: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou uma nova opção de tratamento para adultos com hipoparatireoidismo crônico. O medicamento Yorvipath, cujo princípio ativo é a palopegteriparatida, atua como terapia de reposição do hormônio da paratireoide, conhecido como PTH. A novidade foi divulgada pela agência nesta terça-feira (22). O hipoparatireoidismo é uma condição rara em que as glândulas paratireoides não produzem quantidade suficiente de PTH. Como esse hormônio participa do controle do cálcio e do fosfato, sua deficiência pode provocar redução do cálcio no sangue e alterações que afetam músculos, ossos, rins e outras partes do organismo. Segundo a Anvisa, a doença aparece com frequência após danos às glândulas paratireoides durante procedimentos cirúrgicos, mas também pode estar relacionada a doenças genéticas e autoimunes. A palopegteriparatida foi desenvolvida como um pró-fármaco de liberação prolongada. No organismo, a substância libera uma forma do PTH e busca manter sua ação de maneira contínua ao longo de aproximadamente 24 horas. Esse mecanismo atua na regulação do cálcio e do fosfato. Entre os efeitos esperados estão o aumento da reabsorção de cálcio pelos rins, a modulação da eliminação de fosfato e o estímulo à produção da forma ativa da vitamina D. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que já autorizava o Yorvipath desde 2023, informa que um estudo principal avaliou pacientes adultos com hipoparatireoidismo. Após 26 semanas, 48 dos 61 pacientes tratados com o medicamento atingiram níveis normais de cálcio sem necessidade das doses terapêuticas usuais de vitamina D ativa e de suplementos de cálcio em altas doses, dentro dos critérios estabelecidos no estudo. A EMA registra como reações adversas mais frequentes observadas nos estudos reações no local da aplicação, dor de cabeça e parestesia, sensação que pode ser percebida como formigamento. Como ocorre com qualquer medicamento de prescrição, indicação, dose e acompanhamento devem ser definidos por profissional de saúde. O registro concedido pela Anvisa autoriza o medicamento dentro das condições aprovadas pela agência, mas não significa automaticamente que ele esteja disponível no SUS ou imediatamente nas farmácias brasileiras. Disponibilidade comercial, preço e eventual incorporação à rede pública dependem de etapas próprias. A situação do registro e as informações oficiais sobre medicamentos autorizados podem ser consultadas diretamente no sistema público da Anvisa.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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