Curitiba, Paraná
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Barracão Industrial dá fôlego a empreendimento familiar e ajuda economia de Flor da Serra do Sul

Um projeto que começou nos fundos de uma casa agora ganha espaço para crescer.

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Ilustração do Notícias de Curitiba sobre Barracão Industrial dá fôlego a empreendimento familiar e ajuda economia de Flor da Serra do Sul.
Imagem ilustrativa sobre o tema da matéria. — Crédito: Arte: Notícias de Curitiba

Um projeto que começou nos fundos de uma casa agora ganha espaço para crescer. Em Flor da Serra do Sul, no Sudoeste do Paraná, com pouco mais de 4,3 mil habitantes, o empreendedor Eclaudir Vieira Alves encontrou no Barracão Industrial a possibilidade de expandir seu empreendimento do setor têxtil, reduzir custos e planejar novos passos para o negócio da família. A Elo & Ponto confecções Ltda produz confecção feminina, masculino e infantil, além de camisetas e uniformes empresariais.

Os Barracões Industriais fazem parte das ações do Governo do Paraná para fortalecer a economia dos municípios, oferecendo estrutura para a instalação de empresas e o crescimento de pequenos empreendedores. A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria de Estado das Cidades (Secid), prefeituras e Paranacidade, serviço social autônomo vinculado à Secid. A proposta é apoiar os municípios na oferta de estruturas para a instalação e o desenvolvimento de empresas, contribuindo para reduzir barreiras a empreendedores e criar condições para a geração de emprego e renda.

“Quando o poder público oferece essa estrutura, ajuda a transformar boas ideias em empresas, gerando empregos, renda e novas oportunidades para a população. É um investimento que movimenta a economia local, valoriza a capacidade empreendedora de cada cidade e contribui para o desenvolvimento do Paraná", explica Fernando Giacobo, secretário estadual das Cidades.

SEM CUSTO DE ALUGUEL - Com a estrutura mais ampla, Eclaudir se prepara para modernizar a empresa e ampliar a equipe. A expectativa é chegar de 10 a 15 funcionários. “Se eu fosse pagar um local próprio para a minha empresa, seria de R$ 6 mil a R$ 12 mil só de aluguel. O custo é muito alto. Com esse espaço, a empresa ganhou um novo impulso. Estamos nos preparando para crescer e também ajudar a girar a economia da cidade”, conta Eclaudir.

A decisão de se instalar no barracão permitiu que o empreendedor direcionasse recursos para outras necessidades da indústria, incluindo melhorias na estrutura e nas condições de trabalho dos funcionários. Agora, a prioridade é modernizar o espaço e preparar a empresa para atender às demandas, especialmente no período de maior movimento no final do ano. “Começamos no fundo de uma casa e agora estamos nesse barracão amplo. É um começo bem estruturado, com a experiência que minha família tem no setor têxtil. Agradeço de coração poder ter meu negócio nesse barracão”, afirma.

SUPERAR OBSTÁCULOS - A experiência da indústria têxtil exemplifica como a oferta de infraestrutura pode ajudar pequenos negócios a superar obstáculos e encontrar condições para crescer. Em municípios de pequeno porte, iniciativas como essa têm impacto na população, pois estimula a contratação de trabalhadores e amplia a circulação de renda.

Segundo o secretário municipal de Indústria e Comércio de Flor da Serra do Sul, Artidor Berchener Pereira, a cidade já conta com três microempresas instaladas no Barracão Industrial: ade confecção, uma do setor metalúrgico e outra do segmento de móveis. “A disponibilização do Barracão Industrial reduz a dificuldade inicial enfrentada por muitos empreendedores, que precisam investir na compra de um terreno e na construção de uma estrutura adequada. Com esse apoio, o empresário pode concentrar mais recursos na atividade produtiva, na aquisição de equipamentos, na contratação de trabalhadores e no crescimento do negócio”, explica.

Além dos empregos gerados diretamente pelas empresas, o secretário destaca os reflexos em outros setores. Ele ressalta que o funcionamento dos empreendimentos movimenta fornecedores, transportadores, prestadores de serviços e o comércio local. Com mais pessoas trabalhando e recebendo salários, parte dessa renda retorna à própria cidade por meio do consumo. Para Artidor, fortalecer o setor empresarial também significa criar perspectivas para que os moradores encontrem opções profissionais no próprio município, sem precisar buscar trabalho em outras localidades.

Fonte das informações: AEN PARANÁ

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