Cheia do Rio Negro deixa mais de 120 desalojados e mantém força-tarefa mobilizada na RMC
Rio chegou a 8,13 metros; famílias seguem acolhidas em ginásio municipal, estradas permanecem interditadas e Defesa Civil mantém monitoramento diante da previsão de novas chuvas.

Mais de 120 pessoas precisaram deixar suas casas após a elevação do nível do Rio Negro atingir diferentes regiões do município de Rio Negro, na Região Metropolitana de Curitiba. O rio chegou a 8,13 metros na madrugada de sexta-feira (4), muito acima dos aproximadamente 2 metros registrados em condições normais. Apesar de o nível da água ter começado a diminuir na sexta-feira, a situação permanece sob monitoramento por causa da previsão de novas chuvas. Às 12h de sexta, o sistema hidrológico da Copel apontava 8,07 metros. Os bairros mais atingidos são Vila Paraná, Vila Paraíso e parte do Centro. Também houve registros na Estação Nova, relacionados à cheia do Rio Passa Três. Aproximadamente 40 casas foram atingidas pelas inundações. Número de pessoas no abrigo aumentou Os dados de acolhimento foram sendo atualizados ao longo da sexta-feira. Até 15h30, 13 famílias, totalizando 46 pessoas, estavam abrigadas no Ginásio de Esportes José Müller. Entre os acolhidos há crianças, adultos, idosos, gestantes e pessoas com deficiência. As famílias recebem alimentação e acompanhamento das equipes municipais e da Defesa Civil. É importante diferenciar os números: o total de desalojados passa de 120 pessoas, incluindo moradores que deixaram suas casas e foram para residências de familiares ou amigos. Já o número de desabrigados corresponde às pessoas acolhidas no ginásio municipal. Estradas estão interditadas A cheia também afeta moradores da área rural. Segundo as informações divulgadas pelo município, permanecem com interdições a via da Maitaca e a estrada geral do Cunhupã. Há ainda problemas no local conhecido como Arroio do Veado e na divisa entre Rio Negro e Mafra, no trecho entre Lençol e a localidade de Rio Preto. Animais também recebem atendimento A Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente montou atendimento específico para animais das famílias atingidas. Pelo menos 22 animais, sendo 19 cães e três gatos, estavam acolhidos temporariamente. Os animais e os respectivos tutores estão sendo cadastrados. Prefeitura recebe doações A população também pode colaborar com as famílias atingidas. A Prefeitura informou que estão sendo recebidos: água; alimentos; produtos de higiene pessoal; produtos de limpeza; fraldas; cobertores. As doações podem ser entregues no Ginásio de Esportes José Müller. Neste momento, a orientação é de que não há necessidade de roupas ou móveis. Também são arrecadados ração, caminhas, cobertas, potes e produtos de limpeza destinados aos animais afetados. Famílias atingidas precisam fazer cadastro Mesmo quem deixou a residência e está temporariamente na casa de parentes ou amigos deve procurar o município para realizar o cadastro. O atendimento ocorre no Ginásio de Esportes José Müller, na Rua Interventor Manoel Ribas, 268, das 8h às 18h, sem intervalo para almoço. É necessário apresentar documento de identificação. O cadastro é utilizado para que o poder público possa identificar as necessidades das famílias e organizar eventuais auxílios. Decreto de emergência está em andamento A Prefeitura informou que os procedimentos para a oficialização de um Decreto de Situação de Emergência e posterior homologação pelo Governo do Paraná estão em andamento. Portanto, até a última atualização consultada, não é correto informar que a homologação estadual já ocorreu. A medida pode facilitar ações emergenciais, compra de materiais de ajuda humanitária, recuperação de serviços essenciais e acesso a recursos estaduais e federais. Defesa Civil orienta moradores Moradores das áreas próximas aos rios Negro e Passa Três devem permanecer atentos. A orientação é manter documentos, medicamentos, roupas e itens essenciais preparados para uma eventual saída rápida da residência. A Defesa Civil também reforça que ninguém deve tentar atravessar ruas, pontes ou outros trechos cobertos pela água. Deslocamentos desnecessários nas regiões alagadas devem ser evitados. O acompanhamento do nível do Rio Negro pode ser feito pelo sistema disponibilizado pelo próprio município.
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