Comissão aprova projeto que retoma isenção de imposto para energia solar
Lafayette de Andrada: fim do incentivo onera projetos em curso e inviabiliza novos empreendimentos - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou o P

Lafayette de Andrada: fim do incentivo onera projetos em curso e inviabiliza novos empreendimentos - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 107/24 , que mantém a isenção temporária do Imposto de Importação de inversores solares fotovoltaicos. A proposta suspende os efeitos de norma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços que anulava esse benefício.
O inversor é um item indispensável no sistema de energia solar, convertendo a energia elétrica gerada pelos painéis de corrente contínua para corrente alternada, utilizada na rede elétrica.
Segundo o autor, deputado Delegado Caveira (PL-PA), a revogação do incentivo tributário promovida pelo Executivo coloca em risco R$ 20 bilhões em investimentos e aproximadamente 159,7 mil empregos no setor de energia solar.
O relator, deputado Lafayette de Andrada (PL-MG), foi favorável ao projeto, destacando que a mudança afeta a viabilidade dos negócios. "A revogação unilateral e imediata dos ex-tarifários, sem qualquer período de transição, produz efeito semelhante a um aumento abrupto do custo de importação, onerando projetos em curso e inviabilizando novos empreendimentos", afirmou o relator.
O relator citou dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) indicando que o corte da isenção tributária atinge diretamente 5,78 gigawatts (GW) de capacidade instalada em projetos fotovoltaicos. O parecer salienta ainda que a energia solar desempenha papel central na matriz elétrica brasileira e no cumprimento de metas do Acordo de Paris.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada pela Comissão de Finanças e Tributação. Em seguida, será apreciada pelo Plenário da Câmara. Para suspender definitivamente os efeitos da norma, o projeto precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Conheça a tramitação de projetos de decreto legislativo
Fonte das informações: Agência Câmara — republicação autorizada

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