Coritiba sofre mais gols sem Jacy; veja o que os números mostram
Levantamento do ge aponta 1,30 gol sofrido por 90 minutos com o zagueiro e 2,13 sem ele; diferença exige leitura cuidadosa.

A média de gols sofridos pelo Coritiba no Campeonato Brasileiro muda de 1,30 por 90 minutos com Jacy em campo para 2,13 nos períodos em que ele está fora. A diferença é de aproximadamente 0,83 gol a cada jogo completo e equivale a 64% sobre a primeira taxa. Os números foram reunidos em levantamento publicado nesta sexta-feira (25) pelo ge Paraná e ajudam a dimensionar o desafio defensivo do Coxa na reta final da competição. O cálculo considera cerca de 1.804 minutos do zagueiro, em que o time levou 26 gols, e aproximadamente 716 minutos sem ele, com 17 gols sofridos. Dividir os gols pelo tempo de cada recorte e multiplicar por 90 permite comparar períodos de duração diferente. Usar apenas a quantidade bruta de gols produziria uma comparação enganosa, porque o Coritiba atuou por muito mais tempo com o capitão em campo. Jacy disputou 24 partidas, foi titular em 21 e participou de boa parte da campanha. O clube havia sofrido 43 gols em 28 rodadas até o levantamento. A taxa menor com o jogador é um indício de que a equipe se defendeu melhor nesses minutos, mas não mede sozinha o efeito individual dele. A força dos adversários, a formação utilizada, os companheiros disponíveis e o placar no instante de cada substituição também mudam as condições do jogo. Três saídas do zagueiro por questões físicas chamaram atenção na Série A: contra Fluminense, Remo e Mirassol. O time sofreu cinco gols após essas substituições, segundo o mesmo levantamento. Em uma partida, porém, trocar o defensor também obriga outros atletas a reorganizar a cobertura e a distribuição das funções. A sequência dos gols não basta para atribuir a responsabilidade exclusivamente à ausência de Jacy. Para a comissão técnica, o intervalo da Data Fifa oferece tempo para trabalhar combinações alternativas e acompanhar a condição física dos atletas. O próximo compromisso informado pelo ge é diante do Fluminense, em 8 de outubro, às 21h30, no Maracanã. Até lá, a questão prática é reduzir a exposição da defesa com o capitão disponível ou encontrar uma organização que sustente a equipe quando ele não estiver em campo. Os dados mostram uma associação importante, não uma previsão do placar do próximo jogo. Uma análise definitiva da contribuição individual exigiria considerar também adversários, escalações e circunstâncias de cada gol.
Fonte: ge Paraná


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