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Curitiba testa “grama líquida” nas margens do Rio Vila Formosa para reduzir erosão

Projeto-piloto no Fazendinha utiliza sementes lançadas sob pressão para criar cobertura vegetal e tentar impedir que terra e sedimentos voltem ao leito do rio.

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Margem do Rio Vila Formosa coberta após aplicação de hidrossemeadura no bairro Fazendinha, em Curitiba.
Hidrossemeadura aplicada na margem do Rio Vila Formosa, no Fazendinha, durante projeto-piloto da Prefeitura de Curitiba.Crédito: Pedro Ribas/SECOM

A Prefeitura de Curitiba iniciou um projeto-piloto para testar uma técnica conhecida como hidrossemeadura, popularmente chamada de “grama líquida”, na proteção das margens de rios. A primeira experiência está sendo realizada no Rio Vila Formosa, no bairro Fazendinha, em um trecho próximo ao encontro do curso d’água com o Rio Barigui. O método utiliza um equipamento que lança sob pressão uma mistura composta por sementes, água, fertilizantes, adesivos e matéria orgânica diretamente sobre o solo. A proposta é acelerar a formação de uma cobertura vegetal que ajude a manter a terra no lugar e reduza a quantidade de sedimentos carregados para dentro do rio durante períodos de chuva. O teste ocupa aproximadamente 200 metros das margens do Rio Vila Formosa, na região da Rua Adorides de Jesus Cruz Camargo, no Fazendinha. A aplicação foi realizada entre quarta-feira (16) e esta quinta-feira (17). Nos próximos meses, equipes do Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas vão acompanhar o desenvolvimento das plantas. A expectativa técnica apresentada pela Prefeitura é que a germinação comece ao longo dos próximos 15 dias. Em aproximadamente 90 dias, a vegetação poderá formar uma cobertura mais significativa no talude. Somente o acompanhamento do local permitirá verificar se o resultado esperado será alcançado. Em vez de utilizar apenas grama convencional, o projeto emprega diferentes espécies de gramíneas escolhidas pela capacidade de desenvolver raízes profundas, que podem alcançar aproximadamente 2 a 5 metros. A intenção é que esse sistema natural contribua para estabilizar as margens e diminuir a erosão provocada pela água. O teste também está relacionado ao trabalho de manutenção dos rios da capital. Conforme balanço municipal, desde janeiro de 2025 foram executadas cerca de 350 intervenções de limpeza, desobstrução e desassoreamento, alcançando mais de 106 quilômetros de cursos d’água. Parte do desafio é impedir que terra e sedimentos retornem rapidamente aos trechos que passaram por manutenção. A hidrossemeadura já é utilizada em encostas, mas sua aplicação diretamente nas margens de cursos d’água ainda é menos comum. Por isso, Curitiba vai observar fatores como eficiência na contenção do solo, durabilidade e custos antes de decidir se a técnica poderá ser levada para outros rios e córregos. Por enquanto, portanto, trata-se de uma experiência, e não de uma solução já implantada em toda a cidade. Caso os resultados no Rio Vila Formosa sejam considerados satisfatórios, a Secretaria Municipal de Obras Públicas poderá avaliar a ampliação da técnica para outros pontos de Curitiba.

Trecho da margem do Rio Vila Formosa após aplicação de técnica de hidrossemeadura em Curitiba.
Trecho do Rio Vila Formosa onde Curitiba testa cobertura vegetal para estabilizar as margens e reduzir a erosão.Crédito: Pedro Ribas/SECOM

Fonte: Prefeitura de Curitiba / Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop)

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