Curitiba movimenta R$ 13,9 bilhões em pagamentos via Pix em agosto
Capital teve o maior volume entre os municípios paranaenses; em todo o Paraná, pagamentos de pessoas físicas somaram R$ 65,1 bilhões no mês.

O uso do Pix continua movimentando cifras bilionárias em Curitiba. Durante agosto de 2026, pagamentos realizados por pessoas físicas na capital paranaense alcançaram R$ 13,9 bilhões, colocando Curitiba na liderança entre os municípios do Estado em volume financeiro registrado no período. Os dados são do Banco Central do Brasil e foram levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Em todo o Paraná, as operações feitas por pessoas físicas por meio do sistema de pagamentos instantâneos movimentaram R$ 65,1 bilhões em agosto. O resultado colocou o Estado à frente dos demais integrantes da Região Sul: o Rio Grande do Sul registrou R$ 52,2 bilhões e Santa Catarina, R$ 41,3 bilhões, de acordo com os números divulgados. Curitiba aparece com ampla diferença em relação às demais cidades paranaenses citadas no levantamento. Londrina movimentou R$ 3,8 bilhões, seguida por Maringá, com R$ 3,3 bilhões, Cascavel, com R$ 2,3 bilhões, Foz do Iguaçu, com R$ 2,08 bilhões, e Ponta Grossa, com R$ 2,06 bilhões. Os números ajudam a dimensionar a presença que o Pix adquiriu no cotidiano de consumidores e empresas. O Banco Central mantém uma base pública específica para acompanhar o sistema, com informações sobre transações liquidadas mensalmente e dados consolidados por município, incluindo movimentações de pessoas físicas e jurídicas. A atualização da base é mensal. Pix já faz parte da rotina financeira Criado pelo Banco Central e lançado nacionalmente em 2020, o Pix permite transferências e pagamentos em poucos segundos, durante todos os dias e horários. Dados oficiais do BC mostram que o sistema já foi utilizado por mais de 170 milhões de pessoas físicas no Brasil, o equivalente a aproximadamente 80% da população, segundo a página de estatísticas da instituição. Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o crescimento da movimentação financeira no Paraná também deve ser observado em conjunto com a evolução da renda e do mercado de trabalho. Segundo o instituto, a massa de salários recebida pelos paranaenses apresentou crescimento real de 33% entre o último trimestre de 2018 e o segundo trimestre de 2026, já descontada a inflação. O volume movimentado pelo Pix, porém, não deve ser confundido com renda, faturamento ou geração de riqueza. Uma mesma quantia pode passar por diversas transferências ao longo de um mês. Os dados medem o valor financeiro das operações registradas pelo sistema e servem principalmente para acompanhar a utilização dos pagamentos instantâneos. Comparação anual exige cautela O material divulgado nesta terça-feira também informa crescimento de 14,2% em relação a agosto de 2025 e cita R$ 56 bilhões como valor do período anterior. Como esses números apresentam uma diferença que precisa ser conferida diretamente na série estatística antes de uma comparação percentual definitiva, o Notícias de Curitiba opta por destacar nesta matéria os valores nominais de agosto de 2026, que são o principal dado disponível. Para o morador de Curitiba, o levantamento mostra a dimensão alcançada pelos pagamentos digitais na economia cotidiana da cidade. O Pix está presente em compras no comércio, prestação de serviços, transferências entre pessoas, pagamentos a profissionais autônomos e inúmeras outras operações realizadas diariamente.
Fonte: Banco Central do Brasil / Ipardes / Bem Paraná
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