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Curitiba quer criar aluguel social para famílias que não conseguem pagar moradia; veja como funcionaria

Prefeitura busca apoio do governo federal para desenvolver moradias com aluguel proporcional à renda familiar. Proposta ainda depende de aprovação, estudos e licitação.

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Representantes da Prefeitura de Curitiba e do governo federal discutem proposta de programa habitacional de aluguel social em Brasília. Usar somente se a fotografia retratar essa reunião.
Prefeitura de Curitiba discutiu com representantes do governo federal uma proposta de aluguel social para famílias de baixa renda. — Crédito: a confirmar conforme a fotografia selecionada.

# Curitiba quer criar aluguel social para famílias que não conseguem pagar moradia; veja como funcionaria

Famílias de Curitiba que enfrentam dificuldades para pagar aluguel poderão ser atendidas futuramente por um novo modelo de habitação social. A Prefeitura negocia com o governo federal a estruturação de um programa que permita oferecer moradias com valores calculados de acordo com a renda dos beneficiários.

A iniciativa foi discutida durante uma reunião realizada na segunda-feira (19 de outubro), em Brasília, e divulgada pela administração municipal nesta terça-feira (20).

A proposta busca atender principalmente pessoas que não conseguem pagar os aluguéis praticados pelo mercado imobiliário, mas também não possuem condições financeiras para assumir as prestações de um financiamento habitacional.

O município pretende participar de uma iniciativa federal voltada à estruturação de Parcerias Público-Privadas (PPPs) para habitação e locação social.

## Quanto as famílias poderiam pagar?

Nos modelos de parceria previstos pelo governo federal, o valor conjunto do aluguel e da taxa de condomínio fica limitado a uma parcela da renda familiar, que varia de 15% a 30%.

Isso significa que uma família com renda mensal de R$ 2 mil, por exemplo, poderia ter um custo habitacional entre R$ 300 e R$ 600, caso o futuro programa adotasse esses percentuais.

O cálculo é apenas ilustrativo. Curitiba ainda não definiu os valores, as faixas de renda ou os critérios de participação.

A proposta também contempla a possibilidade de disponibilizar moradias na região central, aproveitando iniciativas de recuperação de imóveis e revitalização urbana, além de unidades em outros bairros.

## Prefeitura busca parceria em Brasília

A negociação foi conduzida pelo secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, que também preside a Pars, empresa municipal responsável pela estruturação de projetos e parcerias.

Ele se reuniu com Manoel Renato Machado Filho, secretário-adjunto de Infraestrutura Social e Urbana da Casa Civil da Presidência da República, e representantes de órgãos federais ligados a investimentos e habitação.

A iniciativa nacional prevê apoio à estruturação de até 12 projetos de parcerias habitacionais, utilizando recursos e suporte técnico do Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos de Concessão e PPPs (FEP), vinculado à Caixa Econômica Federal.

## Como funcionaria o aluguel social?

No modelo discutido, empresas selecionadas por licitação poderiam assumir a construção ou reforma dos imóveis, a administração dos condomínios e a prestação de serviços relacionados ao acompanhamento social dos moradores.

Entre as possibilidades está a recuperação de edifícios existentes, conhecida como retrofit, para utilização como habitação.

A Prefeitura pretende relacionar a proposta ao programa Curitiba de Volta ao Centro, que busca estimular a ocupação e a recuperação de imóveis na região central.

Projetos semelhantes estão em diferentes etapas de desenvolvimento em cidades como Recife, Campo Grande, Maceió e Santo André.

## Já é possível fazer inscrição?

Não. A Prefeitura ainda busca a inclusão da proposta na iniciativa federal.

Se houver aprovação, o município precisará desenvolver estudos técnicos, analisar a viabilidade econômica, realizar consulta pública e preparar os processos de licitação.

Até o momento, não foram anunciados número de apartamentos, bairros contemplados, calendário de inscrições ou data de início do atendimento.

Também não existe confirmação de que as famílias inscritas atualmente em programas habitacionais da Cohab terão ingresso automático nessa futura modalidade.

A proposta representa uma tentativa de ampliar as alternativas de acesso à moradia na capital, mas sua implantação dependerá das próximas decisões administrativas e da viabilidade do projeto.

Fonte das informações: Prefeitura de Curitiba / SECOM

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