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Educação antirracista avança nas escolas nos últimos dois anos

Os indicadores de equidade racial avançaram no Brasil nos últimos dois anos.

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Capa da matéria sobre Educação antirracista avança nas escolas nos últimos dois anos publicada pelo Notícias de Curitiba
Capa da matéria “Educação antirracista avança nas escolas nos últimos dois anos”, publicada pelo Notícias de Curitiba. — Crédito: Arte: Notícias de Curitiba; foto: © Joédson Alves/Agência Brasil

Os indicadores de equidade racial avançaram no Brasil nos últimos dois anos. É o que aponta o Diagnóstico Equidade 2026 divulgado este mês pelo Ministério da Educação (MEC). O relatório mediu dados relacionados à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), como financiamento, formação de profissionais e materiais didáticos, protocolos de combate ao racismo, gestão, avaliação e monitoramento. Segundo o documento, entre 2024 e 2026, o percentual de redes de ensino com áreas específicas para coordenar açõES de equidade racial saltou de 15% para 42% entre os municípios e alcançou 100% entre as redes estaduais. A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Zara Figueredo, diz que o avanço mostra uma maturidade da gestão para a equidade. “Isso é fundamental para conseguirmos reduzir as desigualdades raciais de aprendizagem, garantindo ação planejada e acompanhada de perto para ampliar as oportunidades educacionais dos estudantes negros. Vale lembrar que, entre 2005 e 2023, a desigualdade de aprendizagem entre estudantes negros e brancos só cresceu. Temos a necessidade de inverter esta tendência e isso passa pelas práticas de gestão e práticas pedagógicas transformadas pelo prisma da equidade”, diz. As redes de ensino também aumentaram as campanhas para declaração racial. O percentual de redes de ensino com esse tipo de iniciativa cresceu de 66% para 86% nas redes municipais e de 63% para 93% nas redes estaduais. A cofundadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert) e doutora em psicologia educacional, Cida Bento, explica que a declaração racial é importante para que as redes de ensino saibam as diferenças de desempenho, evasão escolar e abandono entre estudantes negros e estudantes brancos. Mas ela diz que há outro elemento na declaração racial: a identidade. “Quando a pessoa tem que se perguntar: “eu sou pardo, eu sou preto, eu sou branco”, esse é um momento de conscientização que eu acho muito importante”, diz. Outro fator importante para a promoção da educação antirracista é a formação de professores e profissionais da educação. Segundo dados do MEC, o número de redes municipais que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial aumentou de 48% em 2024 para 69% em 2026. As escolas também passaram a adotar de forma mais sistemática os protocolos para casos de racismo e injúria racial. O crescimento desse tipo de conduta foi 59% para 93% nas redes estaduais de ensino. Já nas redes municipais o crescimento foi menor: de 36% para 53% em dois anos. Apesar dos avanços, há ainda muitos desafios para universalizar Pneerq.

Educação antirracista avança nas escolas nos últimos dois anos

Fonte: Agência Brasil

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