Entenda os principais pontos sobre associações de cannabis viram alvo e o ‘desvio de finalidade’ é da polícia
Todo mês, uma mensagem atravessa os grupos de WhatsApp dos coletivos de cannabis: a polícia entrou em mais uma associação, em algum lugar do Brasil. As últimas ocorrências foram com as associações: Osaci, Abraticão,

Entenda os principais pontos sobre associações de cannabis viram alvo e o ‘desvio de finalidade’ é da polícia. Os dados disponíveis na fonte original foram reorganizados pelo Notícias de Curitiba para explicar o fato, sua situação atual e os possíveis efeitos para o público. O fato envolve todo mês, uma mensagem atravessa os grupos de WhatsApp dos coletivos de cannabis: a polícia entrou em mais uma associação, em algum lugar do Brasil. As últimas ocorrências foram com as associações: Osaci, Abraticão, Abec, Santa Gaia, Sou Cannabis. Entre os dados confirmados, visitei várias associações de norte a sul do país, conheço muitos de seus fundadores e trabalhadores. Por isso, quando uma plantação destruída aparece no noticiário policial, não vejo apenas plantas no chão. A apuração da fonte registra ainda que vejo as mãos que cuidaram delas, os anos de trabalho e dedicação, sonhos interrompidos e os pacientes à espera de um remédio que não vai mais chegar. Em 25 de agosto, a polícia entrou na área de cultivo da Osaci, em Itupeva, no interior de São Paulo. Para entender o estágio atual, bruno Silva, Denis Lopes e Roni Novais foram presos. A associação atendia cerca de 900 pacientes e também desenvolvia atividades sociais ligadas à capoeira. Em relação aos efeitos práticos, dias depois, seu cultivo foi destruído. os três tinham salvo-condutos judiciais válidos . Outro ponto relevante é que a capoeira e a maconha foram criminalizadas no pós-abolição; décadas depois, continuam sendo caso de polícia. Ver as duas reunidas numa associação sob repressão não é uma coincidência que a história nos permita ignorar. A informação disponível também indica que as associações encontraram uma saída jurídica inteligente no contexto da proibição no Brasil e, ao longo de mais de uma década, construíram um fato social incontestável. Tão incontestável que hoje existe a Resolução da Anvisa RDC 1.014 para contemplar o que já não se pode ignorar: a produção nacional e o acesso dos pacientes à cannabis pela via associativa. O fato envolve no mesmo mês em que entraram em vigor as regras da Anvisa para a produção científica e empresarial de cannabis , o edital destinado às associações ainda não havia sido publicado. Enquanto aguardam esse caminho para buscar o respaldo da Anvisa, elas seguem trabalhando sob insegurança jurídica e à espera da próxima operação policial. Entre os dados confirmados, coincidência ou não, as operações de “caça às associações” ocorreram a dois meses das eleições, nas quais a segurança pública é uma das pautas centrais. Não há capitalismo ético, como afirma Marilena Chauí. A apuração da fonte registra ainda que por isso, é ingênuo esperar que a legalização da maconha, ou da chamada “cannabis medicinal”, por si só faça justiça às vidas perdidas, repare o encarceramento injusto e organize o mercado em favor de quem sofreu com a proibição. O Estado reconhece a cannabis como tratamento e abre, lenta e gradualmente, o caminho para sua
Fonte: BRASIL DE FATO

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