Curitiba, Paraná
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Escola da CIC sofre com alagamentos há 15 anos e expõe falta de solução definitiva em Curitiba

Registros desde 2011 mostram inundações, suspensão de aulas e prejuízos na Escola Dario Vellozo. Após novo alagamento em outubro de 2026, Notícias de Curitiba cobra esclarecimentos sobre obras e investimentos.

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Montagem com três registros da Escola Municipal Dario Vellozo, na CIC: corredor alagado em 2011, escola inundada em outubro de 2026 e visita de autoridades municipais em fevereiro de 2025. A imagem destaca a frase “15 anos de alagamentos: até quando?”.
Comparativo histórico dos alagamentos na Escola Municipal Dario Vellozo, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Registros de 2011 e outubro de 2026 mostram a repetição do problema. Em fevereiro de 2025, o prefeito Eduardo Pimentel visitou a unidade e anunciou prioridade aos reparos. Após 15 anos de ocorrências, permanece a cobrança por uma solução definitiva. — Crédito: Montagem: Notícias de Curitiba.

Escola da CIC sofre com alagamentos há 15 anos e expõe falta de solução definitiva em Curitiba

Corredor da Escola Dario Vellozo, na Cidade Industrial de Curitiba, com água acumulada no piso em registro histórico de 2011.
Registro histórico de alagamento na Escola Municipal Dario Vellozo, na CIC, em 2011. — Crédito: Reprodução/SISMUC

Registros desde 2011 revelam inundações, suspensão de aulas e prejuízos na Escola Municipal Professor Dario Vellozo. Após novo episódio em outubro de 2026, o Notícias de Curitiba levanta questionamentos sobre as medidas adotadas pelo poder público.

A Escola Municipal Professor Dario Persiano de Castro Vellozo, localizada na Rua Desembargador Cid Campelo, nº 4.630, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), voltou a ser atingida pelas fortes chuvas no sábado, 24 de outubro de 2026. O que poderia parecer uma ocorrência isolada revela, na verdade, um problema antigo e documentado há pelo menos 15 anos.

Representantes municipais e da Defesa Civil durante vistoria na Escola Dario Vellozo, na Cidade Industrial de Curitiba.
Representantes da Prefeitura de Curitiba e da Defesa Civil durante visita à Escola Municipal Dario Vellozo, na CIC, após os alagamentos de fevereiro de 2025. — Crédito: Pedro Ribas/SECOM

Um levantamento realizado pelo Notícias de Curitiba encontrou registros de alagamentos na unidade desde fevereiro de 2011, além de episódios posteriores que comprometeram o funcionamento da escola e provocaram prejuízos à comunidade escolar.

A repetição dos acontecimentos levanta uma pergunta que precisa ser respondida pela administração municipal: por que uma escola pública continua enfrentando alagamentos depois de tantos anos de ocorrências conhecidas?

Em 2011, escola já havia sido inundada quatro vezes

Em 14 de fevereiro de 2011, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (SISMUC) publicou uma reportagem informando que a Escola Dario Vellozo havia sido inundada quatro vezes somente naquele ano.

Na ocasião, as chuvas danificaram equipamentos de informática, livros da biblioteca e móveis. As aulas foram suspensas, e profissionais da educação procuraram a Secretaria Municipal da Educação para pedir providências.

O registro também destacava a localização da escola em uma área baixa e apontava que uma obra próxima contribuía para represar a água da chuva.

Esse histórico demonstra que o problema não surgiu recentemente. A vulnerabilidade da unidade já era conhecida e discutida há mais de uma década.

Em 2014, alunos ficaram sem atendimento

Três anos depois, em junho de 2014, a escola voltou a aparecer entre as unidades municipais prejudicadas por alagamentos.

As chuvas obrigaram a suspensão do atendimento na Escola Dario Vellozo e em outros equipamentos educacionais de Curitiba.

Naquele episódio, aproximadamente 900 crianças ficaram sem atendimento nas cinco unidades escolares atingidas, segundo informações divulgadas pela Prefeitura à época.

Foram necessárias operações emergenciais de limpeza e recuperação de materiais.

Mais uma vez, a comunidade escolar enfrentou as consequências das chuvas, enquanto a solução permanente para a vulnerabilidade do imóvel continuava sendo uma questão relevante.

Problemas também foram registrados em 2018

Em março de 2018, outro temporal comprometeu o funcionamento da Escola Dario Vellozo, que precisou suspender o atendimento no dia 5 daquele mês.

A ocorrência foi registrada em notícias sobre os danos causados às unidades municipais de ensino.

A sucessão de episódios em diferentes anos mostra que as dificuldades ultrapassaram gestões municipais e permaneceram presentes na rotina da comunidade escolar.

Em 2025, prefeito visitou a escola após alagamento

No dia 19 de fevereiro de 2025, o prefeito Eduardo Pimentel esteve pessoalmente na Escola Dario Vellozo para verificar os danos provocados pelas chuvas do dia anterior.

A visita foi divulgada oficialmente pela Prefeitura de Curitiba.

Na oportunidade, a administração municipal informou que havia determinado prioridade para os reparos nas escolas e Centros Municipais de Educação Infantil atingidos.

A Prefeitura também destacou a aplicação de protocolos de segurança e treinamentos para situações de alagamento.

Essas providências são importantes para reduzir riscos imediatos. Entretanto, medidas emergenciais de limpeza, manutenção e preparação para desastres não substituem necessariamente intervenções estruturais capazes de impedir a entrada da água.

A questão que permanece é identificar quais obras efetivas foram realizadas na Escola Dario Vellozo depois daquela visita e quais resultados foram alcançados.

Outubro de 2026: novo alagamento atinge a escola

No sábado, 24 de outubro de 2026, as chuvas voltaram a causar danos à unidade escolar.

Desta vez, as consequências ultrapassaram a rotina educacional e atingiram também o processo eleitoral.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) determinou a transferência de dez seções eleitorais que funcionariam na escola durante o segundo turno das eleições.

Ao todo, 3.523 eleitores precisaram votar no Centro de Educação Infantil Hugo Peretti, situado na Rua Arthur Martins Franco, nº 505, aproximadamente 450 metros distante da unidade original.

A transferência emergencial evidencia a gravidade dos danos provocados pelo temporal.

O episódio reacendeu uma discussão importante para os moradores da CIC: até quando a comunidade dependerá de providências emergenciais sempre que ocorrerem chuvas intensas?

O que a Prefeitura de Curitiba precisa esclarecer?

Diante dos registros encontrados, o Notícias de Curitiba considera necessário obter respostas objetivas da Prefeitura, da Secretaria Municipal da Educação e dos órgãos responsáveis pela drenagem urbana.

A população precisa saber quais estudos técnicos foram realizados na região, quais medidas de prevenção foram executadas desde 2011 e se existe um projeto de engenharia para enfrentar definitivamente os alagamentos.

Também é necessário esclarecer quanto foi investido em reparos na unidade, se há previsão de obras de drenagem e qual é o cronograma de atendimento à escola.

Outro ponto importante é a segurança dos estudantes, professores e demais trabalhadores.

Quando uma unidade educacional apresenta histórico de inundações, a prevenção precisa envolver não apenas protocolos emergenciais, mas também avaliação das condições estruturais e das características do terreno.

Não é possível concluir, sem análise técnica, qual intervenção seria suficiente para resolver o problema. Essa definição exige estudos de engenharia e informações dos órgãos competentes.

Notícias de Curitiba cobra transparência e providências

O papel do poder público não deve se limitar à recuperação dos prejuízos depois das tempestades.

A continuidade das atividades escolares, a preservação dos equipamentos públicos e a segurança da comunidade dependem de planejamento e investimentos adequados.

O histórico documentado da Escola Dario Vellozo justifica uma prestação de contas detalhada sobre as providências adotadas ao longo dos anos.

O Notícias de Curitiba cobra que a Prefeitura apresente um diagnóstico técnico atualizado, informe as obras já executadas e esclareça se existe um plano com prazo definido para reduzir os riscos de novos alagamentos.

A reportagem também abre espaço para manifestações da comunidade escolar e para esclarecimentos oficiais dos órgãos responsáveis.

Os registros históricos comprovam a recorrência das ocorrências, mas não permitem, isoladamente, afirmar que nenhuma obra tenha sido realizada ou determinar a responsabilidade técnica pelo problema.

O Notícias de Curitiba continuará acompanhando o assunto e poderá atualizar esta reportagem com documentos, respostas oficiais e novas informações verificadas.

Redação Notícias de Curitiba

Com informações de registros históricos do SISMUC, SISMMAC, Prefeitura de Curitiba e Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

Fonte das informações: Redação Notícias de Curitiba

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