Escola identifica ferimentos em criança de 2 anos e padrasto é preso no Paraná
Funcionários de um CMEI acionaram a Polícia Militar após perceber hematomas e outras lesões na menina. Investigação apura suspeita de tortura-castigo.

# Escola identifica ferimentos em criança de 2 anos e padrasto é preso no Paraná
**Funcionários de um CMEI acionaram a Polícia Militar após perceber hematomas e outras lesões na menina. Investigação apura suspeita de tortura-castigo.**
A atenção de profissionais de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) ajudou a revelar um possível caso de violência contra uma criança de apenas 2 anos em Palotina, no Oeste do Paraná. Um homem de 27 anos, padrasto da menina, foi preso na terça-feira (20 de outubro), após a escola identificar ferimentos e solicitar a presença da Polícia Militar.
Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a criança apresentava hematomas no rosto, nos lábios e nas orelhas, além de inchaço no nariz, sangramento e marcas avermelhadas nas costas. Diante dos sinais de violência, a direção da unidade escolar comunicou a situação às autoridades.
Os policiais militares localizaram o suspeito e realizaram a prisão. Ele foi encaminhado à Polícia Civil, onde acabou autuado em flagrante por maus-tratos qualificados.
### Investigação aponta suspeitas de agressões anteriores
A apuração policial não ficou restrita aos ferimentos observados na escola. Os investigadores ouviram profissionais do CMEI, o motorista e a monitora do transporte escolar, além da mãe da criança, para esclarecer a origem das lesões.
De acordo com o delegado Antonio Laercio Sousa, responsável pelas informações divulgadas pela PCPR, os relatos indicaram que a menina apresentava ferimentos recorrentes desde que a mãe passou a morar com o investigado, aproximadamente dois meses antes da prisão.
Um dos episódios anteriores teria provocado um corte no queixo da criança, que precisou receber pontos durante atendimento médico.
O homem apresentou justificativas diferentes para os machucados, mencionando supostas quedas dentro da van escolar e contra móveis da residência. As explicações passaram a ser analisadas pelos investigadores juntamente com os demais depoimentos.
### Polícia investiga possível tortura-castigo
Com os elementos reunidos, a Polícia Civil ampliou a apuração para a suspeita de tortura-castigo, prevista na Lei Federal nº 9.455/1997.
Essa modalidade de tortura envolve a submissão de uma pessoa sob guarda, poder ou autoridade a sofrimento físico ou mental intenso, como forma de castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.
A suspeita de enquadramento nesse crime não representa condenação. A responsabilidade criminal e a tipificação definitiva dependem da investigação e dos procedimentos judiciais.
Após os procedimentos na delegacia, o homem foi encaminhado ao sistema penitenciário.
### Como denunciar violência contra crianças
A Polícia Civil orienta que informações sobre suspeitas de violência sejam comunicadas às autoridades. No Paraná, denúncias podem ser feitas pelos telefones **197**, da Polícia Civil, e **181**, do Disque-Denúncia.
Quando a agressão estiver acontecendo ou existir risco imediato à vítima, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo **190**.
A identificação de ferimentos suspeitos e a comunicação às autoridades são medidas fundamentais para proteger crianças que ainda não conseguem relatar claramente situações de violência.
Fonte das informações: Polícia Civil do Paraná (PCPR)


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