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Escola identifica ferimentos em criança de 2 anos e padrasto é preso no Paraná

Funcionários de um CMEI acionaram a Polícia Militar após perceber hematomas e outras lesões na menina. Investigação apura suspeita de tortura-castigo.

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Fotografia institucional de policial e viatura da Polícia Civil do Paraná, utilizada para ilustrar investigação em Palotina.
Imagem institucional da Polícia Civil do Paraná, responsável pela investigação sobre suspeita de violência contra uma criança em Palotina. — Crédito: Fábio Dias/EPR — Polícia Civil do Paraná.

# Escola identifica ferimentos em criança de 2 anos e padrasto é preso no Paraná

**Funcionários de um CMEI acionaram a Polícia Militar após perceber hematomas e outras lesões na menina. Investigação apura suspeita de tortura-castigo.**

A atenção de profissionais de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) ajudou a revelar um possível caso de violência contra uma criança de apenas 2 anos em Palotina, no Oeste do Paraná. Um homem de 27 anos, padrasto da menina, foi preso na terça-feira (20 de outubro), após a escola identificar ferimentos e solicitar a presença da Polícia Militar.

Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a criança apresentava hematomas no rosto, nos lábios e nas orelhas, além de inchaço no nariz, sangramento e marcas avermelhadas nas costas. Diante dos sinais de violência, a direção da unidade escolar comunicou a situação às autoridades.

Os policiais militares localizaram o suspeito e realizaram a prisão. Ele foi encaminhado à Polícia Civil, onde acabou autuado em flagrante por maus-tratos qualificados.

### Investigação aponta suspeitas de agressões anteriores

A apuração policial não ficou restrita aos ferimentos observados na escola. Os investigadores ouviram profissionais do CMEI, o motorista e a monitora do transporte escolar, além da mãe da criança, para esclarecer a origem das lesões.

De acordo com o delegado Antonio Laercio Sousa, responsável pelas informações divulgadas pela PCPR, os relatos indicaram que a menina apresentava ferimentos recorrentes desde que a mãe passou a morar com o investigado, aproximadamente dois meses antes da prisão.

Um dos episódios anteriores teria provocado um corte no queixo da criança, que precisou receber pontos durante atendimento médico.

O homem apresentou justificativas diferentes para os machucados, mencionando supostas quedas dentro da van escolar e contra móveis da residência. As explicações passaram a ser analisadas pelos investigadores juntamente com os demais depoimentos.

### Polícia investiga possível tortura-castigo

Com os elementos reunidos, a Polícia Civil ampliou a apuração para a suspeita de tortura-castigo, prevista na Lei Federal nº 9.455/1997.

Essa modalidade de tortura envolve a submissão de uma pessoa sob guarda, poder ou autoridade a sofrimento físico ou mental intenso, como forma de castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.

A suspeita de enquadramento nesse crime não representa condenação. A responsabilidade criminal e a tipificação definitiva dependem da investigação e dos procedimentos judiciais.

Após os procedimentos na delegacia, o homem foi encaminhado ao sistema penitenciário.

### Como denunciar violência contra crianças

A Polícia Civil orienta que informações sobre suspeitas de violência sejam comunicadas às autoridades. No Paraná, denúncias podem ser feitas pelos telefones **197**, da Polícia Civil, e **181**, do Disque-Denúncia.

Quando a agressão estiver acontecendo ou existir risco imediato à vítima, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo **190**.

A identificação de ferimentos suspeitos e a comunicação às autoridades são medidas fundamentais para proteger crianças que ainda não conseguem relatar claramente situações de violência.

Fonte das informações: Polícia Civil do Paraná (PCPR)

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