Fraude de R$ 6,2 milhões em empresa de Maringá leva polícia a apreender caminhões, lancha, armas e dinheiro
Investigação aponta esquema de retirada irregular de farelo de milho com participação de funcionários. Operação ocorreu nesta terça-feira (20), em cinco municípios do Paraná.

Fraude de R$ 6,2 milhões em empresa de Maringá leva polícia a apreender caminhões, lancha, armas e dinheiro Uma investigação sobre o desaparecimento de cargas de farelo de milho de uma empresa de Maringá, no Noroeste do Paraná, levou a Polícia Civil a realizar uma operação nesta terça-feira (20 de outubro). O prejuízo atribuído ao esquema é de R$ 6.209.484,23.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais apreenderam R$ 48 mil em espécie, veículos de carga, automóveis, embarcações, armas de fogo e munições.
A operação aconteceu em cinco municípios: Maringá, Alto Paraná, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná.
A investigação apura crimes de furto qualificado e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, o grupo teria atuado durante anos, utilizando a própria estrutura de transporte e pesagem da empresa prejudicada. Como funcionava o suposto esquema De acordo com os investigadores, funcionários da empresa e integrantes de outra organização empresarial teriam participado da retirada irregular de farelo de milho.
Os caminhões chegavam vazios ao estabelecimento, recebiam a mercadoria e deixavam o local sem que a carga fosse devidamente registrada.
Para permitir a saída dos veículos, funcionários envolvidos no esquema teriam manipulado o sistema de pesagem utilizado no controle das cargas.
A suspeita é de que essa prática tenha ocorrido repetidamente, provocando perdas milionárias ao longo do tempo.
O delegado Rafael Moraes Tavares informou que a investigação identificou 14 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, relacionados à estrutura investigada. Polícia apreende veículos, embarcações e armamentos As buscas resultaram na apreensão de um conjunto de bens que inclui quatro caminhões, três automóveis, um trator, um quadriciclo, uma lancha, dois jet-skis e três reboques.
Também foram recolhidas quatro armas de fogo — três pistolas e uma espingarda calibre 12 — além de 572 munições de diferentes calibres e 11 carregadores.
Os policiais encontraram ainda R$ 48 mil em dinheiro.
A quantidade de bens apreendidos é um dos elementos que serão analisados durante a apuração sobre a movimentação financeira dos investigados.
A apreensão, por si só, não comprova que todos os objetos tenham sido adquiridos com recursos de origem criminosa. Justiça bloqueia R$ 4,8 milhões Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 4,8 milhões em contas bancárias relacionadas aos investigados.
A medida tem como objetivo preservar recursos que possam ser utilizados para reparar parte do prejuízo causado à empresa.
A Polícia Civil também identificou indícios de movimentações financeiras destinadas a dificultar o rastreamento do dinheiro.
Entre as suspeitas estão transferências entre contas, repasses de veículos para terceiros e negociações simuladas de imóveis rurais.
Essas movimentações teriam ocorrido inclusive depois das primeiras prisões relacionadas ao caso. Investigação começou em 2025 A apuração teve início em novembro de 2025, quando integrantes do grupo foram presos em flagrante por suspeita de furto qualificado.
A partir dessas prisões, os investigadores aprofundaram a análise da movimentação de cargas e identificaram uma possível divisão de tarefas entre os envolvidos.
As diligências também buscaram esclarecer como os valores obtidos com a retirada irregular dos produtos teriam circulado entre pessoas e empresas.
Apesar das prisões realizadas no início da investigação, ninguém foi preso na operação desta terça-feira (20), segundo o balanço divulgado pela Polícia Civil. Investigação continua A Polícia Civil informou que os trabalhos prosseguem para esclarecer a participação individual dos investigados, rastrear o patrimônio e identificar outros bens relacionados aos crimes sob apuração.
O bloqueio de valores e as apreensões são medidas adotadas durante a investigação e não representam condenação.
A responsabilidade criminal de cada envolvido dependerá da conclusão dos procedimentos e da análise das provas pela Justiça.
Fonte das informações: Polícia Civil do Paraná (PCPR)


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