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Fux vai relatar ação sobre idas da esposa de Moraes ao Senado

Ministro do STF foi sorteado para relatar mandado de segurança apresentado por Guilherme Kilter após Alexandre de Moraes se declarar impedido.

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Fux vai relatar ação sobre idas da esposa de Moraes ao SenadoCrédito: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta terça-feira (22) para relatar um mandado de segurança que busca obter informações sobre eventuais entradas e saídas de pessoas nas dependências do Senado Federal. A ação tem origem em um pedido apresentado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo). Entre os nomes citados no pedido estão a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes; o ex-banqueiro Daniel Vorcaro; o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS; e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação busca saber se existem registros de entrada e saída dessas pessoas no Senado. A existência do pedido judicial, por si só, não significa que essas pessoas tenham comparecido ao Senado. O objeto do processo é justamente obter acesso aos eventuais registros mantidos pela Casa e discutir se essas informações podem ser fornecidas. O caso havia sido distribuído a Alexandre de Moraes. Na segunda-feira (21), porém, o ministro declarou-se impedido de atuar no processo por envolver sua esposa. Moraes fundamentou a decisão no artigo 144, inciso IV, do Código de Processo Civil, que prevê hipóteses de impedimento do magistrado quando determinadas relações familiares estão envolvidas no processo. Após o impedimento, os autos foram encaminhados à Presidência do Supremo. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, determinou nova distribuição, e Luiz Fux foi sorteado como relator nesta terça-feira. Segundo as informações apresentadas na ação, Kilter havia solicitado ao Senado acesso aos registros, mas os pedidos foram negados sob o argumento de que envolviam informações de caráter pessoal. A controvérsia chegou ao Judiciário e posteriormente ao STF. Com a nova distribuição, Fux passa a conduzir o processo no Supremo e poderá analisar os pedidos apresentados no mandado de segurança. Até a atualização desta matéria, a mudança de relatoria não representava uma decisão sobre o mérito do pedido nem determinava a divulgação dos registros. O caso tem ligação direta com Curitiba por ter sido levado à Justiça pelo vereador da capital paranaense e deve continuar sob acompanhamento do Supremo.

Fonte: Agência Brasil / EBC

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