Homem é indiciado por matar conhecido de infância a tiros no Cajuru, em Curitiba; polícia contesta versão de legítima defesa
David Augusto Camargo foi baleado em frente à casa da família e morreu após 11 dias internado; câmeras de segurança e perícias ajudaram a esclarecer as circunstâncias do crime.

Homem é indiciado por matar conhecido de infância a tiros no Cajuru, em Curitiba; polícia contesta versão de legítima defesa
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu, nesta terça-feira (27 de outubro), a investigação sobre o homicídio de David Augusto Camargo, baleado em frente à residência de sua família, no bairro Cajuru, em Curitiba. Um homem que conhecia a vítima desde a infância foi indiciado por homicídio qualificado, após a polícia analisar imagens de câmeras de segurança, depoimentos, armas e mensagens trocadas entre os envolvidos.
O crime ocorreu em 1º de outubro, quando David foi chamado até o portão da residência e atingido por disparos de pistola calibre 9 milímetros. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital do Trabalhador, mas morreu no dia 12 de outubro, em consequência dos ferimentos.
Desentendimento por dívida teria motivado o crime
Segundo a investigação, a violência teria começado após um desentendimento relacionado a uma dívida de uma terceira pessoa com David. A situação provocou discussões e ameaças envolvendo a vítima e o investigado.
O delegado Ivo Viana informou que os dois homens trocaram mensagens antes do crime e combinaram um encontro em frente à casa da família de David.
Os investigadores reuniram informações sobre o relacionamento anterior entre os envolvidos e as circunstâncias que antecederam os disparos.
Investigado alegou legítima defesa
O homem compareceu à delegacia acompanhado de um advogado e admitiu ter efetuado os tiros. Durante o depoimento, afirmou que havia agido em legítima defesa, alegando que David também estava armado.
Entretanto, a Polícia Civil informou que os elementos reunidos não sustentaram essa versão.
Imagens de câmeras de segurança indicaram que sete disparos foram efetuados em momentos distintos, com intervalos entre eles. Testemunhas também relataram que a vítima continuou sendo atingida mesmo depois de cair no chão.
Outro ponto analisado foi um revólver calibre .38 apresentado pelo investigado como pertencente a David. O exame papiloscópico não identificou impressões digitais da vítima nessa arma.
A ausência de impressões digitais, considerada juntamente com as imagens, os depoimentos e os demais elementos da investigação, contribuiu para a avaliação policial sobre a dinâmica do homicídio.
Celular e armas passaram por análise
Duas armas de fogo foram apreendidas e encaminhadas à Polícia Científica para exames periciais. O aparelho celular do investigado também foi recolhido.
Durante a análise das mensagens, a Polícia Civil identificou registros nos quais o homem confirmou a autoria dos disparos.
Com a conclusão das diligências, ele foi indiciado por homicídio qualificado, considerando as circunstâncias de motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido.
Caso segue para análise do Ministério Público
O inquérito foi encaminhado para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.
O indiciamento representa uma conclusão da investigação policial sobre os indícios de autoria e as circunstâncias do crime. Não equivale a uma condenação, e a responsabilidade criminal deverá ser examinada no processo judicial, com garantia do direito de defesa.
A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado nesta terça-feira, que o investigado tenha sido preso.
A conclusão do inquérito representa uma nova etapa na apuração da morte de David Augusto Camargo, ocorrida após os disparos registrados no início do mês no Cajuru.
Fonte das informações: Polícia Civil do Paraná (PCPR)

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