Após invasão de CMEI em Curitiba, Prefeitura reforça segurança e avalia guardas fixos nas escolas
Decisão ocorre após homem armado manter 13 crianças reféns no bairro São Braz; município anunciou reforço do patrulhamento e estuda novas medidas de proteção.

Após invasão de CMEI em Curitiba, Prefeitura reforça segurança e avalia guardas fixos nas escolas
A Prefeitura de Curitiba anunciou que vai reforçar o patrulhamento da Guarda Municipal no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, após a invasão da unidade por um homem armado na sexta-feira (9). A ocorrência mobilizou equipes de segurança e terminou com o resgate de 13 crianças que foram mantidas reféns.
A administração municipal informou no sábado (10) que também estuda novas medidas para ampliar a proteção nas unidades da rede pública de ensino. Entre as possibilidades em avaliação está a presença de guardas municipais fixos nas escolas.
Até o momento do anúncio, não havia confirmação de que a medida seria implantada em todas as unidades.
Invasão mobilizou equipes especializadas
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Paraná, o homem invadiu o CMEI São Braz, na capital paranaense, e manteve 13 crianças, com idades entre quatro e cinco anos, sob ameaça.
O invasor estava com uma faca, um simulacro de arma de fogo e material inflamável.
Equipes da Polícia Militar, da Guarda Municipal e de outros órgãos de segurança foram mobilizadas para atender à ocorrência.
O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) assumiu a negociação, que durou aproximadamente três horas.
Diante do agravamento da situação, os policiais realizaram uma intervenção tática. O homem morreu durante a ação e as 13 crianças foram resgatadas.
Cinco delas foram encaminhadas para avaliação médica, segundo o balanço oficial divulgado pela Polícia Militar.
Prefeitura anuncia reforço na segurança
Após a ocorrência, a Prefeitura informou que vai intensificar o patrulhamento da Guarda Municipal nas proximidades do CMEI São Braz.
A medida foi anunciada como resposta à preocupação de pais, responsáveis e profissionais da educação.
A administração municipal também passou a avaliar outras iniciativas de proteção para as escolas e os centros municipais de educação infantil.
A possibilidade de manter guardas fixos nas unidades está entre os assuntos discutidos, mas ainda depende de definição oficial.
Não foram divulgados prazos para implantação de um eventual novo modelo de segurança em toda a rede.
Profissionais da educação cobram providências
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) também se manifestou após a invasão.
Em comunicado divulgado na sexta-feira (9), a entidade cobrou medidas efetivas para proteger estudantes e profissionais da educação.
O sindicato informou que encaminhou um ofício solicitando reunião com a Secretaria Municipal da Educação para tratar da segurança nas unidades.
A entidade também declarou que prestaria apoio jurídico às profissionais do CMEI São Braz.
Atendimento às crianças e às famílias
Além das medidas de segurança, o episódio exige atenção ao acompanhamento psicológico das pessoas envolvidas.
A Prefeitura mobilizou atendimento de apoio aos estudantes, familiares e profissionais afetados pela ocorrência.
A exposição de crianças a situações de violência pode provocar medo, insegurança e dificuldades no retorno às atividades escolares.
Por envolver menores de idade, a divulgação de imagens e informações pessoais das vítimas deve preservar integralmente sua identidade.
Segurança nas escolas segue em discussão
O caso reacendeu o debate sobre a proteção dos espaços educacionais de Curitiba.
Entre os pontos discutidos estão o reforço do patrulhamento, o controle de acesso às unidades, a atuação das equipes escolares e os protocolos de resposta a situações de emergência.
A Prefeitura ainda deverá detalhar quais mudanças serão efetivamente adotadas na rede municipal.
Por enquanto, a medida confirmada é o reforço da presença da Guarda Municipal no entorno do CMEI São Braz, enquanto outras alternativas permanecem em análise.


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