Curitiba, Paraná
Curitiba

Jovens de Curitiba criam robô que fala três idiomas e apresenta a história dos parques da cidade

Criado por quatro estudantes de 15 e 16 anos, o Mascate responde a perguntas sobre culturas presentes nos parques de Curitiba e pode funcionar em locais sem acesso à internet.

Compartilhar
Estudantes e representantes do turismo de Curitiba posam com o robô Mascate, um pequeno equipamento de aparência humanoide.
Estudantes criadores do robô Mascate apresentam o equipamento à equipe de turismo de Curitiba, nesta sexta-feira (23). — Crédito: Hully Paiva/SECOM

Jovens de Curitiba criam robô que fala três idiomas e apresenta a história dos parques da cidade

Quatro estudantes de Curitiba desenvolveram um robô capaz de conversar com visitantes e responder a perguntas sobre as culturas representadas nos parques e praças da capital. Batizado de Mascate, o equipamento funciona sem conexão com a internet e foi apresentado nesta sexta-feira (23 de outubro) à equipe do Instituto Municipal de Turismo de Curitiba.

O projeto é de Gabriel Fernandes Steyer, Arthur Munaretto Fonseca, Rafael Lemos de Almeida Grabowski e Gabrielle Sehn, estudantes do Colégio Positivo Internacional com idades entre 15 e 16 anos.

Estudante apresenta o funcionamento do robô Mascate diante de uma tela, acompanhado de outros integrantes da equipe.
Jovens demonstram o funcionamento do robô Mascate, desenvolvido para apresentar informações sobre os parques e as culturas de Curitiba. — Crédito: Hully Paiva/SECOM

Antes de ser apresentado à administração municipal, o Mascate conquistou o segundo lugar na etapa brasileira da World Robot Olympiad (WRO) 2026, realizada em Joinville, Santa Catarina.

Como funciona o robô Mascate?

Produzido com tecnologia de impressão 3D, o protótipo foi programado para apresentar informações e responder a perguntas em três idiomas: português, inglês e espanhol.

Sua principal diferença em relação a sistemas que dependem de consultas pela internet é a utilização de uma base de dados incorporada ao próprio equipamento.

Isso permite que o Mascate apresente conteúdos previamente cadastrados mesmo em locais onde não há sinal de internet.

O robô também pode sugerir perguntas ao visitante, incentivando a exploração de diferentes temas relacionados à história da cidade.

Oito grupos culturais fazem parte do projeto

A base de informações reúne conteúdos sobre oito grupos culturais: poloneses, ucranianos, povos originários, italianos, japoneses, portugueses, africanos e alemães.

Para cada grupo, os estudantes prepararam entre 25 e 31 respostas, abordando aspectos culturais e históricos.

Curitiba possui nove parques e praças que homenageiam tradições de povos de quatro continentes.

A proposta dos jovens é complementar as informações normalmente apresentadas nesses espaços, oferecendo aos visitantes uma experiência de aprendizado por meio de perguntas e respostas.

Projeto surgiu da iniciativa dos próprios estudantes

Segundo as informações divulgadas pela Prefeitura, o Mascate nasceu do interesse dos quatro jovens em desenvolver uma solução tecnológica fora das atividades regulares de sala de aula.

O trabalho contou com a orientação de Mauro Sergio Pereira Fonseca, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e pai de um dos integrantes da equipe.

O reconhecimento na WRO Brasil 2026 demonstrou o potencial do protótipo em uma competição nacional de robótica.

Além da premiação, o grupo agora busca oportunidades para aplicar a tecnologia em ambientes frequentados pelo público.

Prefeitura conhece possibilidades de uso no turismo

Na apresentação realizada nesta sexta-feira, os estudantes foram recebidos pela superintendente do Curitiba Turismo, Tatiana Neves, pela diretora de Turismo e Artesanato, Paula de Castro Tavares, e pelo assessor técnico Luis Felipe Andrade.

Durante o encontro, foram discutidas possibilidades de utilização do Mascate em pontos turísticos e espaços públicos.

A tecnologia também poderá ser adaptada para atividades educativas, permitindo que escolas trabalhem conteúdos relacionados à história e à diversidade cultural de Curitiba.

Entretanto, a Prefeitura não anunciou a instalação definitiva do equipamento em parques, praças ou unidades escolares.

Por enquanto, o Mascate continua sendo um protótipo apresentado para avaliação de possíveis aplicações.

Tecnologia criada em Curitiba pode ganhar novos usos

Os estudantes pretendem ampliar o uso do projeto e demonstrar que soluções tecnológicas desenvolvidas por jovens podem contribuir para aproximar a população do patrimônio cultural da cidade.

O funcionamento sem internet pode facilitar futuras aplicações em espaços públicos, enquanto o atendimento em três idiomas amplia as possibilidades de utilização por turistas brasileiros e estrangeiros.

O próximo passo dependerá de eventuais parcerias, testes e decisões sobre a implantação do equipamento.

O projeto pode ser acompanhado pelo perfil @mascate.robo no Instagram.

Fonte das informações: Prefeitura de Curitiba / Instituto Municipal de Turismo

Mais notícias de Curitiba

Compartilhar

Leia também

CuritibaCuritiba tem teatro e performance gratuitos nesta quarta-feira na Mostra Claudete Pereira JorgeCuritibaMaratona de Curitiba espera mais de 16 mil corredores e terá provas de 5 a 42 km em novembroCuritibaAvenida Manoel Ribas recebe 31 novas árvores para reduzir efeitos do calor em Curitiba

Comentários

Deixe sua opinião sobre esta notícia.

Seja o primeiro a comentar