Laudo aponta 14 facadas e sinais de esganadura em morte de médica no Paraná
Perícia concluiu que Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, morreu em decorrência de hemorragia aguda; marido é investigado pelo crime e permaneceu em silêncio durante depoimento nesta terça-feira (15).

A investigação sobre a morte da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, ganhou novos elementos após a divulgação do laudo pericial. O documento concluiu que a vítima morreu em decorrência de uma hemorragia aguda provocada por 14 golpes de faca. Também foram identificados sinais compatíveis com esganadura. O crime ocorreu no dia 5 de setembro, dentro do apartamento onde a médica morava, em Maringá, no Noroeste do Paraná. O marido dela, o advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, é investigado como principal suspeito. O caso é tratado pelas autoridades como feminicídio. Segundo as informações da investigação, três facas foram encontradas próximas ao corpo durante o atendimento da ocorrência. O laudo identificou ferimentos principalmente na região cervical e nas costas, além de lesões nos punhos e no pescoço. No imóvel também estava o filho do casal, um bebê de aproximadamente oito meses, que não ficou ferido. Desde o crime, a criança está sob os cuidados da família materna. Suspeito permanece em silêncio Nesta terça-feira (15), João Vitor foi levado à Delegacia da Mulher de Maringá para prestar depoimento. De acordo com informações divulgadas durante a tarde, ele permaneceu em silêncio diante da delegada responsável pela investigação e não respondeu aos questionamentos apresentados. O investigado havia sido localizado ferido após o crime e ficou internado sob escolta. Depois de receber alta hospitalar, foi encaminhado à custódia das autoridades. Ainda segundo informações já reunidas pela investigação, uma familiar relatou à polícia que o suspeito teria confessado a autoria do crime no mesmo dia da morte. O depoimento dessa testemunha passou a integrar o inquérito. João Vitor trabalhava em cargo comissionado na Procuradoria da Prefeitura de Marialva e foi exonerado após o caso. A OAB Paraná também determinou a suspensão cautelar de seu registro profissional por 90 dias, enquanto o episódio é analisado no âmbito disciplinar. A Polícia Civil continua reunindo depoimentos, laudos e outros elementos para esclarecer a dinâmica do crime e concluir o inquérito. Até eventual julgamento e decisão definitiva da Justiça, o investigado deve ser tratado como suspeito, respeitando-se a presunção de inocência.
Fonte: Polícia Civil do Paraná / informações divulgadas pela imprensa local

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