Lixeiras furtadas eram vendidas por R$ 5 no Paraná; dono de ferro-velho é preso
Polícia Civil encontrou quatro lixeiras metálicas durante investigação em Cornélio Procópio. Proprietário do estabelecimento, de 59 anos, foi preso por suspeita de receptação qualificada.

# Lixeiras furtadas eram vendidas por R$ 5 no Paraná; dono de ferro-velho é preso
**Polícia Civil encontrou quatro lixeiras metálicas durante investigação em Cornélio Procópio. Proprietário do estabelecimento, de 59 anos, foi preso por suspeita de receptação qualificada.**
Uma investigação sobre furtos de lixeiras instaladas em ruas de Cornélio Procópio, no Norte do Paraná, terminou com a prisão do proprietário de um ferro-velho. O homem, de 59 anos, foi detido em flagrante pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) na terça-feira (20 de outubro), depois que os investigadores encontraram equipamentos metálicos no estabelecimento.
A ocorrência foi divulgada na manhã desta quarta-feira (21). Segundo a corporação, as diligências começaram a partir de registros de furtos de lixeiras públicas, equipamentos utilizados para o descarte de resíduos nas vias da cidade.
As informações reunidas durante a investigação levaram os policiais a um estabelecimento de compra e venda de sucatas, onde os objetos estariam sendo comercializados.
### Quatro lixeiras foram encontradas durante as buscas
No ferro-velho, os investigadores localizaram e apreenderam quatro lixeiras metálicas. Uma delas apresentava características compatíveis com o equipamento registrado em imagens de um dos furtos investigados.
A descoberta ajudou a relacionar o material encontrado no estabelecimento às ocorrências que estavam sendo apuradas.
Os policiais também obtiveram informações do suspeito de praticar os furtos. Conforme o delegado Adriano Diogo, da Polícia Civil do Paraná, o homem confirmou que vendia as lixeiras ao ferro-velho por aproximadamente R$ 5 cada.
Ainda segundo a polícia, ele relatou que utilizava o dinheiro recebido para comprar entorpecentes.
O valor chamou a atenção porque os objetos eram equipamentos instalados em espaços públicos, cuja retirada compromete a disponibilidade de recipientes para o descarte adequado de lixo nas ruas.
### Proprietário foi preso por receptação qualificada
Com os elementos reunidos durante as buscas, os policiais prenderam em flagrante o dono do estabelecimento por suspeita de receptação qualificada.
Esse crime está relacionado ao recebimento ou à comercialização de produtos provenientes de atividades criminosas no exercício de atividade comercial ou industrial, conforme as circunstâncias previstas na legislação penal.
A Polícia Civil informou que a pena para o delito investigado pode chegar a oito anos de reclusão.
Após os procedimentos na delegacia, o homem foi encaminhado ao sistema penitenciário.
A prisão em flagrante não representa condenação definitiva. A responsabilidade criminal será analisada pelas autoridades competentes.
### Investigação envolve furtos de equipamentos das ruas
O caso também chama a atenção para o destino de materiais retirados irregularmente de espaços públicos.
Quando equipamentos urbanos são furtados, além do prejuízo material, a população pode ficar sem estruturas necessárias para manter ruas e calçadas limpas.
A Polícia Civil não informou quantas lixeiras foram furtadas ao todo, o valor de reposição dos equipamentos nem a eventual participação de outras pessoas na comercialização.
Também não foram divulgados detalhes sobre a situação judicial do homem que teria praticado os furtos.
### Como denunciar furtos e receptação
A Polícia Civil orienta a população a comunicar informações que possam ajudar na identificação de furtos e na localização de produtos de origem criminosa.
As denúncias podem ser feitas pelos telefones 197, da Polícia Civil, e 181, do Disque-Denúncia.
Em casos de crimes acontecendo no momento ou situações que exigem atendimento policial imediato, a orientação é ligar para o 190.
A apreensão das quatro lixeiras e a prisão do proprietário do ferro-velho integram a investigação sobre os furtos registrados em Cornélio Procópio.
Fonte das informações: Polícia Civil do Paraná (PCPR)


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