Mulher de 32 anos morre após ser baleada por PM em São Paulo; policial é investigado por excesso de força
Camila Pereira da Silva segurava uma faca durante a abordagem em Pirituba; câmeras registraram o disparo e a Justiça determinou a soltura do agente após prisão em flagrante.

Mulher de 32 anos morre após ser baleada por PM em São Paulo; policial é investigado por excesso de força
Câmeras registraram a abordagem em Pirituba; agente chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado pela Justiça e permanece sob investigação.
Uma abordagem da Polícia Militar terminou com a morte de Camila Pereira da Silva, de 32 anos, na tarde de quinta-feira (15), na região de Pirituba, em São Paulo. A mulher segurava uma faca quando foi atingida por um disparo efetuado por um policial militar. O caso foi registrado por câmeras de segurança e provocou questionamentos sobre a atuação dos agentes.
A ocorrência aconteceu por volta das 14h45, na Rua Coronel José Rufino Freire, no bairro Parque São Domingos. Conforme informações divulgadas pela imprensa paulista, moradores haviam acionado a polícia após relatos de que uma mulher apresentava comportamento alterado e estaria ameaçando pessoas na região.
Três policiais participaram da abordagem. Segundo os relatos iniciais, os agentes deram ordens para que Camila soltasse a faca, mas ela continuou segurando o objeto.
Câmeras registraram momento do disparo
As imagens mostram a movimentação dos policiais e da mulher durante a ocorrência. Em determinado momento, um dos agentes efetua um disparo que atinge Camila, que cai no chão.
Uma equipe de socorro foi acionada, mas a morte foi constatada no local.
A sequência registrada pelas câmeras passou a ser analisada pelas autoridades para esclarecer se havia uma ameaça imediata que justificasse o emprego de força letal.
De acordo com informações divulgadas após a ocorrência, o delegado responsável pelo caso considerou que houve indícios de uso excessivo e desproporcional da força.
Policial foi preso e depois liberado
O policial militar André Coelho Máximo da Costa, de 30 anos, foi preso em flagrante após a ocorrência.
Durante audiência de custódia, porém, a Justiça determinou sua soltura mediante medidas cautelares. A decisão não encerra a investigação nem representa uma conclusão definitiva sobre a legalidade do disparo.
A defesa do agente sustenta que ele agiu diante de uma situação de risco. Segundo o relato apresentado pelo policial, ele não teria condições de recuar e não possuía habilitação para utilizar arma de choque.
O agente foi afastado das atividades operacionais e destinado a funções administrativas.
Caso amplia debate sobre atuação policial
A morte de Camila ocorre após outras intervenções policiais envolvendo pessoas que apresentavam sinais de crise psicológica na capital paulista.
A sequência de episódios provocou discussões sobre treinamento, negociação em situações de crise e utilização de instrumentos de menor potencial ofensivo.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo anunciou a discussão de possíveis mudanças nos procedimentos adotados pelos policiais durante abordagens dessa natureza.
A investigação sobre a morte de Camila deverá considerar as gravações disponíveis, os exames periciais e os depoimentos dos envolvidos.
A apuração busca estabelecer as circunstâncias do disparo e verificar se a conduta do policial respeitou os protocolos legais de uso da força.
Fonte das informações: Folha de S.Paulo e UOL


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