Nova concessão dos ônibus de Curitiba prevê R$ 3,9 bilhões em investimentos
Projeto apresentado a mais de 100 participantes prevê 250 ônibus elétricos até 2031 e integração temporal para passageiros com cartão-transporte.

O processo para a nova concessão do transporte coletivo de Curitiba avançou com a realização de um roadshow organizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O encontro ocorreu na quinta-feira (24) e reuniu mais de 100 participantes, incluindo representantes de empresas dos setores de transporte público e eletromobilidade. URBS A apresentação teve como objetivo detalhar o modelo da concessão e esclarecer pontos do edital para potenciais interessados. Participaram representantes da Prefeitura, da Urbanização de Curitiba (Urbs), do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e do BNDES. URBS A concorrência está registrada pela Urbs como Concorrência FUC 1/2026, destinada à concessão do serviço de transporte público coletivo de passageiros por ônibus no município. URBS R$ 3,9 bilhões em investimentos Segundo a Urbs, o novo modelo prevê aproximadamente R$ 3,9 bilhões em investimentos. Desse montante, 96,75% correspondem a investimentos na frota e 3,25% estão relacionados à infraestrutura de recarga elétrica e novas estações-tubo. URBS O projeto também prevê subvenção municipal estimada em R$ 893,6 milhões, direcionada principalmente à aquisição de ônibus elétricos e à construção de eletropostos. O custo global da prestação dos serviços durante o contrato é estimado em R$ 1,25 bilhão por ano, alcançando R$ 18,75 bilhões em 15 anos. Esse cálculo inclui custos operacionais, investimentos e remuneração das futuras concessionárias. URBS Curitiba prevê 250 ônibus elétricos A eletrificação da frota é uma das principais mudanças previstas. O planejamento contempla a incorporação de 250 ônibus elétricos entre 2027 e 2031. Desse total, 90 veículos elétricos estão previstos já no início da nova operação. A estratégia é concentrar inicialmente esses ônibus nas linhas com maior demanda. De acordo com a Urbs, aproximadamente um terço dos lugares ofertados pelo sistema deverá ser atendido por veículos elétricos até 2031, caso o cronograma previsto na concessão seja executado. URBS Integração poderá ser feita fora dos terminais Outra mudança com impacto direto para o passageiro é a chamada integração temporal irrestrita. Pelo modelo apresentado, o usuário com cartão-transporte da Urbs poderá trocar de ônibus em pontos de embarque sem precisar necessariamente entrar em um terminal ou estação-tubo para realizar a integração. A conexão deverá ocorrer dentro de um período previamente estabelecido, sem cobrança de uma nova passagem. URBS Na prática, a proposta amplia as possibilidades de conexão entre linhas e pode modificar a forma como parte dos passageiros organiza seus deslocamentos diários pela cidade. Os detalhes operacionais, incluindo regras e intervalos de tempo aplicáveis à integração, deverão seguir as condições estabelecidas no processo da concessão. BNDES terá reuniões com interessados Depois do encontro coletivo, o processo entra em outra etapa de diálogo com empresas interessadas. O BNDES realizará reuniões individuais, com duração de até 50 minutos, para tratar do projeto com potenciais participantes. Segundo a Urbs, os interessados poderão solicitar agendamento dessas reuniões até 23 de outubro de 2026. URBS O processo licitatório oficial informa que o sistema está dividido em cinco lotes, destinados à exploração, operação e manutenção do transporte coletivo de passageiros de Curitiba. URBS A evolução da licitação é especialmente relevante para os usuários porque definirá regras de operação, investimentos e características do sistema de ônibus para os próximos anos.
Fonte: Urbanização de Curitiba (Urbs)


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