Onde surgem novos pontos de crescimento
As indústrias criativas (IC) impulsionam a inovação, aumentam a competitividade das cidades, contribuem para o desenvolvimento sustentável e fortalecem a promoção das exportações.

As indústrias criativas (IC) impulsionam a inovação, aumentam a competitividade das cidades, contribuem para o desenvolvimento sustentável e fortalecem a promoção das exportações. Ao mesmo tempo, investidores ainda consideram esse setor com menor frequência como uma área independente de investimento em comparação com segmentos tradicionais, como comércio e construção. A economia global avança gradualmente para um modelo no qual conhecimento, propriedade intelectual, tecnologias e capital criativo assumem um papel cada vez mais relevante. A ONU considera a economia criativa (EC) um dos fatores do desenvolvimento sustentável. O mercado global das indústrias criativas foi estimado em US$ 2,9 trilhões (R$ 15 trilhões) em 2024 e pode superar US$ 4,3 trilhões (R$ 22 trilhões) até 2033, com crescimento médio anual de 4,3%. As IC representam cerca de 3,1% do PIB mundial, 3% do comércio global e mais de 6% dos empregos. Alguns segmentos do setor registram crescimento de até 8% ao ano, em determinados casos, o dobro do ritmo de expansão de setores tradicionais. A atividade criativa é baseada no conhecimento e no trabalho intelectual. Nesse contexto, a economia da experiência ganha cada vez mais importância: nela, o valor de um produto é determinado não apenas por suas características funcionais, mas também pelas emoções, pelo contexto cultural, pela marca e pela experiência proporcionada ao consumidor. Na prática, a criatividade tornou-se um fator econômico estratégico, capaz de gerar empregos, atrair receitas de exportação e movimentar renda significativa. Sua contribuição para o PIB mundial pode alcançar 10% até 2030. A análise das estratégias nacionais e dos indicadores econômicos permite identificar três modelos consolidados de desenvolvimento do setor criativo dentro do grupo. O primeiro é o modelo de inovação tecnológica, predominante na China e nos Emirados Árabes Unidos, países que contam com ampla infraestrutura tecnológica e disponibilidade de capital. O segundo é o modelo híbrido, representado pela Rússia e pelo Brasil, que combinam grande potencial de recursos humanos e amplos mercados consumidores. O terceiro é o modelo tradicional-cultural, presente na África do Sul, Índia, Egito, Irã e Etiópia, onde parte significativa do potencial está associada ao patrimônio cultural e à identidade nacional. O principal potencial de investimento do Brics+ não está apenas em mercados nacionais isolados, mas na combinação das vantagens competitivas de cada país. Especialista em economia e negócios e doutor em Ciências Econômicas, Gueorgui Grits destaca que as vantagens competitivas do Brics+ na economia criativa ainda são pouco exploradas pelo mercado global.
Fonte: BRASIL DE FATO


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