Paraná chega a 597 mil doadores de medula óssea e ocupa 3º lugar no país
Estado concentra cerca de 10% dos cadastros brasileiros e registrou mais de 3,1 mil novos voluntários somente em 2026.

O Paraná chegou a 597.621 pessoas cadastradas como potenciais doadoras de medula óssea e ocupa a terceira posição entre os estados com maior número de registros no Brasil. Os dados foram divulgados em referência ao Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, celebrado neste sábado (19), e reforçam a importância de ampliar e manter atualizada a rede de voluntários. O número paranaense representa aproximadamente 10% dos cerca de 5,9 milhões de doadores voluntários cadastrados no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Na Região Sul, que possui aproximadamente 1,2 milhão de registros, o Paraná responde por cerca da metade dos cadastros. Somente em 2026, a rede do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) contabilizou 3.158 novos cadastros em suas unidades de coleta. O trabalho é realizado em diferentes regiões do Estado para facilitar o acesso de pessoas interessadas em integrar o banco nacional de possíveis doadores. O cadastro, no entanto, não significa que a pessoa fará imediatamente uma doação. Após a coleta de uma pequena amostra de sangue, as características genéticas do voluntário são incluídas no sistema. Quando um paciente precisa de transplante e não encontra um familiar compatível, o Redome cruza essas informações em busca de uma possível compatibilidade. Segundo o Redome, podem se cadastrar novos voluntários com idade entre 18 e 35 anos, em bom estado geral de saúde e que atendam aos critérios estabelecidos para doação. É necessário apresentar documento oficial de identificação com foto e comparecer a um hemocentro para a coleta da amostra destinada à análise genética. O registro permanece ativo até o voluntário completar 60 anos. Manter telefone, e-mail e endereço atualizados também é fundamental. Caso seja identificada compatibilidade com algum paciente, o Redome precisa localizar rapidamente o possível doador para realizar novos exames e confirmar se o procedimento poderá seguir. A atualização dos dados pode ser feita pelos canais oficiais do registro. Os transplantes de medula são utilizados no tratamento de diversas doenças. O próprio Redome informa que o procedimento pode ser indicado para cerca de 80 enfermidades, incluindo leucemias, linfomas, anemias aplásicas e algumas imunodeficiências. No Paraná, foram realizados 294 transplantes de medula óssea em 2025. Entre janeiro e agosto de 2026, o Estado já havia contabilizado 267 procedimentos, considerando diferentes modalidades de transplante. O Brasil mantém uma das maiores bases de doadores voluntários de medula óssea do mundo. Atualmente, o Redome reúne aproximadamente 5,9 milhões de pessoas, recebe mais de 125 mil novos registros por ano e integra uma rede formada por instituições de saúde de todo o país. Para quem deseja se cadastrar no Paraná, a orientação é procurar uma unidade da rede Hemepar. Quem já faz parte do Redome deve verificar periodicamente se os dados pessoais e de contato continuam atualizados.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) / Hemepar / Redome

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