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Pesquisa revela medo, autocensura e adoecimento em meio à ofensiva da extrema direita nas escolas — ‘Professor viro

Durante anos, a professora de História Cibele Lima levou para a sala de aula debates sobre violência policial, racismo, homofobia e feminismo. Há 15 anos no ensino municipal paulistano, ela chegou a organizar grupos de d

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‘Professor virou robô’: pesquisa revela medo, autocensura e adoecimento em meio à ofensiva da extrema direita nas escolasCrédito: Estudo da FGV EAESP com a CNTE ouviu 2.235 profissionais da educação em todas as regiões do país. | Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Pesquisa revela medo, autocensura e adoecimento em meio à ofensiva da extrema direita nas escolas — ‘Professor viro. Os dados disponíveis na fonte original foram reorganizados pelo Notícias de Curitiba para explicar o fato, sua situação atual e os possíveis efeitos para o público. O fato envolve durante anos, a professora de História Cibele Lima levou para a sala de aula debates sobre violência policial, racismo, homofobia e feminismo. Há 15 anos no ensino municipal paulistano, ela chegou a organizar grupos de discussão sobre feminismo no contraturno. Entre os dados confirmados, aos poucos, porém, começou a medir as palavras, reduzir as discussões e abandonar algumas atividades. A mudança se aprofundou depois que um amigo, também professor de História, foi exposto nas redes sociais por causa de uma prova que havia aplicado. A apuração da fonte registra ainda que “Aquilo para mim foi muito impactante. Eu fiquei com muito medo de ser a próxima”, conta. Para entender o estágio atual, “Eu parei de fazer o grupo feminista nos meus projetos de contraturno porque fiquei com receio.” Hoje, a autocensura aparece até na maneira como Cibele responde a perguntas dos estudantes. Em relação aos efeitos práticos, se uma criança pergunta, por exemplo, o que significa ser uma pessoa trans, ela diz que prefere chamar para uma conversa individual quem tiver interesse, em vez de transformar a dúvida em uma discussão com toda a turma. O receio é que o episódio chegue às famílias como uma acusação de que estaria “ensinando as crianças a serem trans”. Outro ponto relevante é que o relato de Cibele se enquadra em um cenário identificado pela nota técnica “Politização no cotidiano das escolas: um olhar para a prática docente”, elaborada por pesquisadores da FGV EAESP em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) . Entre os participantes, 75% disseram ter medo de sofrer consequências profissionais caso suas decisões contrariem interesses políticos. A informação disponível também indica que outros 61% afirmaram que a pressão política limita a autonomia para trabalhar como consideram adequado, enquanto 71,7% sentem que seu trabalho está mais exposto a críticas políticas do que no passado. Para 66,8%, até decisões rotineiras podem ser interpretadas como posicionamentos políticos. O fato envolve a pesquisa recebeu 2.235 respostas válidas de profissionais da educação de todas as unidades da Federação, coletadas entre 23 de junho e 20 de agosto deste ano. A amostra é voluntária e não probabilística e, por isso, os próprios pesquisadores alertam que os resultados não podem ser generalizados para o conjunto dos docentes da rede pública

Fonte: BRASIL DE FATO

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