Polícia investiga esquema de atestados médicos falsos em Cascavel; homem admite produzir mais de 40 documentos
Mandado de busca resultou na apreensão de carimbo com identificação de médico e materiais utilizados na fabricação de carimbos. Investigação apura possíveis beneficiários dos documentos.

Uma investigação sobre a produção de atestados médicos falsos levou a Polícia Civil do Paraná (PCPR) a cumprir um mandado de busca e apreensão em Cascavel, no Oeste do estado, na terça-feira (27 de outubro de 2026). Um homem foi indiciado após admitir, durante interrogatório, que havia produzido mais de 40 documentos falsificados.
A ação policial teve como objetivo reunir provas sobre a fabricação irregular de documentos médicos e identificar possíveis pessoas envolvidas na utilização dos atestados.
Polícia apreendeu carimbo com identificação de médico
Durante as buscas em um imóvel, os investigadores localizaram um carimbo que apresentava o nome de um médico, o número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e a identificação de uma unidade de atendimento.
Também foram apreendidos dois conjuntos de letras utilizados na montagem de carimbos, materiais que poderão auxiliar na análise dos documentos investigados.
Segundo a Polícia Civil, durante o interrogatório o homem reconheceu ter confeccionado mais de 40 atestados médicos falsos utilizando os materiais encontrados.
A investigação é conduzida pela PCPR, que busca determinar a extensão das falsificações.
Investigação busca identificar quem utilizou os atestados
O trabalho policial não termina com a apreensão dos materiais. Os investigadores procuram identificar quais documentos foram falsificados e se outras pessoas participaram da prática ou se beneficiaram dos atestados.
A Polícia Civil não informou a quantidade de documentos efetivamente utilizados nem divulgou quais empresas ou instituições poderiam ter recebido os atestados.
Também não foram apresentados detalhes sobre possíveis pagamentos pela produção dos documentos.
O homem foi indiciado, mas as investigações continuam. A eventual responsabilização de outras pessoas dependerá da apuração de sua participação nos fatos.
Falsificação pode resultar em prisão
Conforme explicou a Polícia Civil, o crime de falsificação de documento público pode resultar em pena de dois a seis anos de reclusão, além de multa.
A apresentação de um documento falso também pode gerar responsabilização criminal, dependendo das circunstâncias e da comprovação de conhecimento da falsificação.
A PCPR orienta empresas e órgãos públicos a confirmarem diretamente com a unidade de saúde emissora a autenticidade de atestados sobre os quais existam dúvidas.
Informações sobre falsificação de documentos podem ser encaminhadas à Polícia Civil pelo telefone 197 ou ao Disque-Denúncia 181. As denúncias podem ser feitas anonimamente.
A investigação em Cascavel prossegue para identificar os documentos produzidos e esclarecer se outras pessoas participaram do esquema.
Fonte das informações: Polícia Civil do Paraná (PCPR).

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