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Polícia investiga esquema de atestados médicos falsos em Cascavel; homem admite produzir mais de 40 documentos

Mandado de busca resultou na apreensão de carimbo com identificação de médico e materiais utilizados na fabricação de carimbos. Investigação apura possíveis beneficiários dos documentos.

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Três agentes da Polícia Civil do Paraná próximos a viaturas policiais em fotografia institucional utilizada para divulgar investigação sobre atestados médicos falsos em Cascavel.
Polícia Civil do Paraná apreendeu materiais utilizados na falsificação de atestados médicos durante investigação em Cascavel; imagem institucional da corporação. — Crédito: Fábio Dias/EPR — Polícia Civil do Paraná.

Uma investigação sobre a produção de atestados médicos falsos levou a Polícia Civil do Paraná (PCPR) a cumprir um mandado de busca e apreensão em Cascavel, no Oeste do estado, na terça-feira (27 de outubro de 2026). Um homem foi indiciado após admitir, durante interrogatório, que havia produzido mais de 40 documentos falsificados.

A ação policial teve como objetivo reunir provas sobre a fabricação irregular de documentos médicos e identificar possíveis pessoas envolvidas na utilização dos atestados.

Polícia apreendeu carimbo com identificação de médico

Durante as buscas em um imóvel, os investigadores localizaram um carimbo que apresentava o nome de um médico, o número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e a identificação de uma unidade de atendimento.

Também foram apreendidos dois conjuntos de letras utilizados na montagem de carimbos, materiais que poderão auxiliar na análise dos documentos investigados.

Segundo a Polícia Civil, durante o interrogatório o homem reconheceu ter confeccionado mais de 40 atestados médicos falsos utilizando os materiais encontrados.

A investigação é conduzida pela PCPR, que busca determinar a extensão das falsificações.

Investigação busca identificar quem utilizou os atestados

O trabalho policial não termina com a apreensão dos materiais. Os investigadores procuram identificar quais documentos foram falsificados e se outras pessoas participaram da prática ou se beneficiaram dos atestados.

A Polícia Civil não informou a quantidade de documentos efetivamente utilizados nem divulgou quais empresas ou instituições poderiam ter recebido os atestados.

Também não foram apresentados detalhes sobre possíveis pagamentos pela produção dos documentos.

O homem foi indiciado, mas as investigações continuam. A eventual responsabilização de outras pessoas dependerá da apuração de sua participação nos fatos.

Falsificação pode resultar em prisão

Conforme explicou a Polícia Civil, o crime de falsificação de documento público pode resultar em pena de dois a seis anos de reclusão, além de multa.

A apresentação de um documento falso também pode gerar responsabilização criminal, dependendo das circunstâncias e da comprovação de conhecimento da falsificação.

A PCPR orienta empresas e órgãos públicos a confirmarem diretamente com a unidade de saúde emissora a autenticidade de atestados sobre os quais existam dúvidas.

Informações sobre falsificação de documentos podem ser encaminhadas à Polícia Civil pelo telefone 197 ou ao Disque-Denúncia 181. As denúncias podem ser feitas anonimamente.

A investigação em Cascavel prossegue para identificar os documentos produzidos e esclarecer se outras pessoas participaram do esquema.

Fonte das informações: Polícia Civil do Paraná (PCPR).

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