Prêmio Paranaense de Ciência tem 72 concorrentes classificados para etapa estadual
Um grupo com 72 pesquisadores venceu a etapa regional da 39ª edição do Prêmio Paranaense de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Estado, consolidado como a principal premiação do Brasil na área da ciência

Um grupo com 72 pesquisadores venceu a etapa regional da 39ª edição do Prêmio Paranaense de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Estado, consolidado como a principal premiação do Brasil na área da ciência em número de contemplados e valores investidos. Classificados para concorrer na nova fase, os candidatos passam agora pela avaliação de especialistas que vão eleger 16 vencedores na etapa estadual. As avaliações acontecem até 26 de outubro e o anúncio do resultado está previsto para 24 de novembro.
Os vencedores da primeira fase conquistaram R$ 197 mil em prêmios, distribuídos entre seis categorias acadêmicas nas áreas de Ciências Agrárias; Sociais Aplicadas; e Humanas, Linguística, Letras e Artes. Eles são vinculados a 17 instituições de ensino e pesquisa de Curitiba e 22 municípios de diferentes regiões do Paraná. A maioria, 63, são professores universitários; cinco são alunos de pós-graduação; dois são estudantes de graduação; e dois são pesquisadores do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).
Na etapa estadual, o valor total previsto é de R$ 595 mil. Os recursos são do Fundo Paraná de fomento científico, uma dotação constitucional gerida pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). A segunda fase contempla mais duas categorias: Jornalismo Científico, que reúne oito finalistas com reportagens que abordam temas das três áreas do conhecimento desta edição; e Inventor Independente, que soma cinco concorrentes com protótipos desenvolvidos fora do ambiente acadêmico.
De acordo com o diretor de Ciência e Tecnologia da pasta, Marcos Aurélio Pelegrina, o objetivo é incentivar a produção científica paranaense. “O governo atua para fortalecer o ecossistema de ciência e inovação, investindo em pesquisa e extensão e, nesse sentido, reconhecer quem produz conhecimento é importante para tornar o Paraná ainda mais desenvolvido e preparado para os desafios do futuro”, afirma. “O avanço científico é fundamental para aumentar a competitividade dos setores produtivos e assegurar um crescimento sustentável”.
Em 2026, foram 126 inscrições homologadas, um aumento de 32,6% em relação ao ano passado. O crescimento reflete as mudanças implementadas a partir desta edição, como a regionalização e a ampliação das categorias, que tornaram a premiação mais abrangente e acessível para variados perfis da comunidade científica.
As instituições com o maior número de vencedores na etapa regional foram a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), com 10 premiados cada.
PESQUISA E EXTENSÃO – Entre os 72 vencedores das categorias acadêmicas, dois projetos ilustram a abrangência do prêmio. O professor Luiz Cláudio Garcia, da UEPG, conquistou a premiação como Pesquisador Sênior em Ciências Agrárias com um estudo sobre mecanização e tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas. A atuação do docente tem aproximado a universidade de agricultores da região dos Campos Gerais, a exemplo do controle de doenças como o mofo-branco, que afeta as culturas da soja e feijão.
Ele diz que a integração entre a pesquisa acadêmica e a prática agrícola é a chave para otimizar os recursos no campo. “A universidade atua diretamente nas demandas do setor produtivo, e por meio do método científico conseguimos embasar decisões do dia a dia dos produtores para aumentar a eficiência dos processos, mitigar os impactos ambientais e reduzir as perdas no campo, garantindo a solidez de uma produção que precisa crescer para atender à população”, afirma o pesquisador.
A professora Carla Maria Schmidt, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), foi contemplada como Pesquisadora Extensionista em Ciências Sociais Aplicadas com um projeto que capacita mulheres para atuar na gestão de empreendimentos de turismo rural no município de Toledo. Desde 2022, a iniciativa já qualificou 60 empreendedoras em temas de liderança, marketing digital e sustentabilidade, além de promover visitas técnicas a polos de turismo consolidados, como a Colônia Witmarsum, em Palmeira, nos Campos Gerais.
Ela destaca que as ações extensionistas cumprem um papel importante ao conectar o conhecimento acadêmico com a realidade das comunidades. “A extensão permite aproximar a universidade da sociedade, colocando a ciência diretamente a serviço das pessoas. É uma ferramenta de transformação social, capaz de criar redes de cooperação, gerar novas oportunidades, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento das famílias e dos territórios regionais”.
Fonte: AEN PARANÁ


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