Curitiba, ParanáCuritiba, ParanáCuritiba
Brasil

Reunião do Copom começa com expectativa de nova redução da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (15) a sexta reunião de 2026 para definir a taxa básica de juros, a Selic.

Compartilhar
Imagem relacionada à notícia: Reunião do Copom começa com expectativa de nova redução da Selic
Reunião do Copom começa com expectativa de nova redução da SelicCrédito: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (15) a sexta reunião de 2026 para definir a taxa básica de juros, a Selic. A reunião de dois dias termina amanhã, e a expectativa do mercado, em meio ao cenário de controle da inflação, é de redução dos atuais 14% para 13,75% ao ano. • Inflação oficial de agosto fecha em -0,32%, menor taxa em quatro anos. A Selic está em 14% ao ano, o menor patamar registrado em 2026, após a sequência de reduções promovidas pelo Copom desde março. Com relação aos demais índices projetados pelo mercado financeiro, foi observada tendência de queda para a inflação em 2026 (para 4,9%) na comparação com a semana anterior, quando estava em 5%. Há quatro semanas, o mercado financeiro projetava uma inflação de 5,02% ao final do ano. Em relação à economia, o mercado trabalha com projeção de crescimento de 1,89% em 2026. Na semana passada, a expectativa era de que o Produto Interno Bruto brasileiro (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) fecharia o ano em 1,93%; e há quatro semanas, em 1,98%. As projeções do mercado relacionadas ao câmbio permanecem estáveis, com o dólar fechando 2026 cotado a R$ 5,20 – cotação que vem sendo projetada há 13 semanas consecutivas. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve de referência para as demais taxas da economia. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida. Juros mais altos encarecem o crédito, estimulam a poupança e reduzem pressões sobre os preços. Por outro lado, taxas mais elevadas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro ao definir os juros cobrados dos consumidores. Quando a Selic é reduzida, a tendência é de crédito mais barato, o que favorece consumo e investimentos e estimula a atividade econômica. O Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os integrantes do comitê analisam os cenários e definem o nível da taxa básica de juros. Pelo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação definida pelo CMN é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o limite inferior é de 1,5%, e o superior, de 4,5%. Embora as projeções do mercado para a inflação tenham mantido a tendência de recuo, as estimativas permanecem acima do teto da meta para 2026, fator que continua no radar do Banco Central ao definir os rumos da política monetária. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil / EBC

Compartilhar

Leia também

BrasilMarques se declara impedido, e Toffoli suspeito em julgamento no STFBrasilFachin pede que ministros deixem disputa pessoal de ladoBrasilComeça sessão no STF com Mendonça e Moraes no plenário da Corte

Comentários

Deixe sua opinião sobre esta notícia.

Seja o primeiro a comentar