Curitiba, Paraná
Política

TSE reúne Meta e campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro após denúncias sobre alcance nas redes sociais

Ministro Marco Aurélio Bellizze cobrou transparência e tratamento igualitário na distribuição de conteúdos eleitorais. Empresa nega favorecimento político e atribui problemas relatados a questões técnicas.

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Reunião no Tribunal Superior Eleitoral sobre igualdade de tratamento das campanhas presidenciais nas plataformas da Meta, em outubro de 2026.
Ministro Marco Aurélio Bellizze participa de reunião com representantes da Meta e das campanhas presidenciais no Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, em 20 de outubro de 2026. — Crédito: Luiz Roberto/Secom/TSE.

TSE reúne Meta e campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro após denúncias sobre alcance nas redes sociais O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu representantes da Meta e das campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), na noite de terça-feira (20 de outubro), para discutir o tratamento dado às publicações eleitorais nas redes sociais.

O encontro foi conduzido pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, responsável por acompanhar questões relacionadas à propaganda eleitoral durante o segundo turno das eleições de 2026.

A reunião ocorreu após decisões da Justiça Eleitoral que determinaram à Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, a adoção de medidas para garantir tratamento igualitário às duas candidaturas.

A empresa solicitou o encontro depois de apresentar esclarecimentos sobre o cumprimento das determinações judiciais. Justiça Eleitoral cobra transparência A preocupação do TSE está relacionada à maneira como as plataformas distribuem publicações políticas, recomendam conteúdos e administram anúncios eleitorais.

A decisão judicial foi motivada por questionamentos sobre possível favorecimento de uma candidatura em relação à outra.

A campanha de Lula informou à Justiça Eleitoral que havia identificado restrições no alcance de conteúdos e dificuldades para impulsionar anúncios.

Também foram apontadas diferenças no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial relacionadas aos dois candidatos.

Essas situações passaram a ser analisadas judicialmente porque poderiam afetar as condições de divulgação das campanhas durante a disputa presidencial. Meta nega favorecimento político A Meta rejeitou as acusações de interferência eleitoral e afirmou que não adota medidas destinadas a beneficiar uma candidatura específica.

Segundo a empresa, os problemas relatados estão associados a limitações técnicas e à aplicação das regras eleitorais brasileiras.

Em manifestação encaminhada ao TSE, a plataforma apresentou informações sobre providências adotadas para cumprir as determinações.

A Justiça Eleitoral havia estabelecido prazo de 24 horas para que a empresa explicasse as medidas destinadas a assegurar igualdade no tratamento dos conteúdos e anúncios políticos.

A existência de questionamentos judiciais não significa que tenha sido comprovada interferência deliberada no resultado eleitoral. Ministro ouviu representantes dos dois candidatos Durante a reunião, Marco Aurélio Bellizze ouviu representantes da Meta e das duas campanhas sobre a implementação das medidas exigidas pelo tribunal.

O ministro destacou a necessidade de preservar a transparência e a igualdade entre os candidatos.

A preocupação envolve não apenas a retirada de publicações, mas também mecanismos automáticos capazes de influenciar a distribuição e a visibilidade de conteúdos.

As plataformas digitais são utilizadas pelas campanhas para divulgar propostas, transmitir eventos, publicar vídeos e alcançar eleitores.

Por isso, eventuais diferenças injustificadas no funcionamento desses serviços podem gerar disputas judiciais relacionadas às regras de propaganda. Decisão anterior foi mantida pelo TSE Antes da reunião, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral já havia confirmado, por unanimidade, a decisão que exigiu tratamento igualitário entre as candidaturas.

A determinação envolve medidas para impedir restrições indevidas à distribuição de conteúdos políticos e à recomendação de publicações.

A Meta informou que adotou providências adicionais relacionadas às recomendações de candidatos e às ferramentas de inteligência artificial.

O tribunal continuará acompanhando o cumprimento da decisão durante a reta final do segundo turno. Segundo turno será realizado em 25 de outubro A discussão acontece poucos dias antes da votação presidencial prevista para domingo, 25 de outubro.

O episódio reforça o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais na aplicação das regras eleitorais e na transparência dos sistemas utilizados para distribuir conteúdos.

Até a divulgação oficial da reunião, o TSE não havia anunciado uma nova punição à Meta como resultado específico do encontro de terça-feira.

A decisão sobre eventuais medidas adicionais dependerá da análise das informações apresentadas e do cumprimento das determinações judiciais.

Fonte das informações: Tribunal Superior Eleitoral

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