Curitiba, Paraná
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Vice-prefeito é preso após arrancar porta de hospital no Paraná; defesa diz que tentava salvar paciente

Igor Pontarolo chegou ao pronto-atendimento com uma mulher que precisava de socorro. Câmeras registraram danos à porta, e a Polícia Civil apura suspeitas de ameaça, desacato e dano ao patrimônio público.

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Ilustração de uma porta danificada em ambiente hospitalar, representando a ocorrência investigada em Guamiranga, no Paraná.
Imagem ilustrativa sobre o episódio envolvendo o vice-prefeito de Guamiranga, investigado após danos a uma porta do pronto-atendimento municipal. — Crédito: Arte ilustrativa / Notícias de Curitiba.

Vice-prefeito é preso após arrancar porta de hospital no Paraná; defesa diz que tentava salvar paciente

O vice-prefeito de Guamiranga, na região Centro-Sul do Paraná, Igor Pontarolo, foi preso em flagrante após uma confusão no Pronto Atendimento Municipal, na tarde de terça-feira (20 de outubro). O episódio começou quando ele chegou à unidade carregando uma mulher que precisava de atendimento médico e encontrou dificuldade para abrir uma porta com trava eletrônica.

Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ocorrência. O caso terminou com danos ao patrimônio público e suspeitas de ameaças e desacato, que são investigadas pela Polícia Civil.

Pontarolo conseguiu liberdade provisória na quarta-feira (21).

Câmeras mostram a sequência da confusão

De acordo com as imagens divulgadas pela imprensa, o vice-prefeito chegou ao corredor do hospital às 16h48, acompanhado de outras pessoas e carregando a paciente nos braços.

Uma funcionária tentou liberar a porta eletrônica, mas o mecanismo não abriu imediatamente. Durante a espera, o vice-prefeito chutou a estrutura.

O acesso foi liberado cerca de 16 segundos depois, permitindo a entrada da paciente.

Aproximadamente dois minutos mais tarde, as câmeras registraram Pontarolo retornando ao local, arrancando a porta e jogando-a no chão.

A sequência é relevante para a investigação porque os danos registrados ocorreram depois que a paciente já havia conseguido entrar.

Polícia também apura ameaças e desacato

Segundo as informações policiais divulgadas sobre a ocorrência, o vice-prefeito teria se dirigido à Secretaria Municipal de Saúde, localizada em um prédio anexo ao pronto-atendimento.

No local, ele teria danificado uma sala enquanto procurava o secretário municipal de Saúde.

Testemunhas também relataram ofensas e ameaças. A Polícia Militar foi acionada, e o vice-prefeito acabou encaminhado à Polícia Civil.

A prisão em flagrante foi formalizada por suspeitas de ameaça, desacato e dano qualificado ao patrimônio público.

Defesa afirma que havia uma emergência médica

A defesa de Igor Pontarolo apresentou uma explicação diferente para sua conduta.

Segundo o advogado Renato Rafael Griczynski, o vice-prefeito agiu em estado de necessidade diante de uma emergência envolvendo uma paciente que precisava de socorro.

Uma testemunha relatou que a mulher havia passado mal durante um velório, apresentando convulsões e perda de consciência, o que motivou seu transporte imediato ao hospital.

A defesa sustenta que a intenção era preservar a vida da paciente e afirma respeitar o devido processo legal e a presunção de inocência.

A alegação será analisada no curso dos procedimentos legais, juntamente com as imagens, os depoimentos e os demais elementos reunidos.

Prefeitura anuncia apuração administrativa

A Prefeitura de Guamiranga informou que adotará providências para esclarecer os acontecimentos por meio de sindicância administrativa.

O procedimento deverá examinar as circunstâncias do episódio, os possíveis prejuízos ao patrimônio municipal e os relatos envolvendo servidores públicos.

A administração declarou que ainda não dispõe de informações conclusivas suficientes para emitir um posicionamento definitivo sobre as responsabilidades.

Vice-prefeito foi colocado em liberdade

Após a prisão em flagrante, Pontarolo obteve liberdade provisória na quarta-feira (21).

A concessão da liberdade não encerra a investigação nem representa absolvição.

O caso permanece sujeito à apuração policial e à análise das autoridades competentes. A sindicância anunciada pela Prefeitura também poderá produzir esclarecimentos sobre a conduta dos envolvidos e os danos registrados na unidade de saúde.

Fonte das informações: Informações policiais reproduzidas pela imprensa; Prefeitura de Guamiranga; defesa do vice-prefeito

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