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A pista está salgada

Em tempos de eleição é comum que candidatos(as) façAM corpo a corpo nas ruas e, por ali, ouçAM protestos da população que todos os dias passam por situações problemáticas para SE ir para o trabalho e voltar para casa.

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A pista está salgadaCrédito: Na metrópole, a mobilidade cotidiana cada vez mais se apresenta como um problema para a população, especialmente, aquela parcela que mais depende do transporte coletivo | Crédito: André Baldraia

Em tempos de eleição é comum que candidatos(as) façAM corpo a corpo nas ruas e, por ali, ouçAM protestos da população que todos os dias passam por situações problemáticas para SE ir para o trabalho e voltar para casa. Há um contraste entre o sorriso do candidato(a) e o sorriso amarelo do cidadão. Na metrópole, a mobilidade cotidiana cada vez mais SE apresenta como um problema para a população, especialmente, aquela parcela que mais depende do transporte coletivo , pois as condições das viagens vêm SE deteriorando ao longo dos últimos anos, seja pela insuficiência dos modais disponíveis, pelas condições precárias dos veículos e das vias ou ainda pelas tarifas praticadas. A região metropolitana é extensa, e muitos precisam SE deslocar diariamente para Porto Alegre. A depender das condições climáticas, as viagens de ida e volta podem SE transformar em uma epopeia ou em uma odisseia. Na verdade, somente quem realiza esses deslocamentos tem ideia das condições enfrentadas cotidianamente. Abundam relatos sobre as más condições dos veículos que circulam pela região. Há problemas com a manutenção da parte interna dos veículos e, especialmente, no verão, aumentam os casos de mal funcionamento do sistema de climatização.  Esse último, mais frequente nos ônibus e trens metropolitanos que nos catamarãs. Os atrasos e a insuficiência de horários também são problemas crônicos, que SE tornam mais evidentes à medida que SE consolida o uso dos serviços de transporte por aplicativos, os quais vêm ampliando os tipos de serviços disponíveis: primeiro foram os carros, depois vieram as motos. Pelo preço e pela praticidade, quem pode, por vezes, opta por esses serviços. Isso implica menor número de passageiros no transporte coletivo e aumenta a pressão sobre as tarifas cobradas. Além disso, em relação à tarifa, assunto cuja complexidade não cabe em uma coluna, concorrem ainda diversos outros fatores, como a variação dos preços do petróleo e seus derivados que flutuam ao sabor dos choques externos. Há ainda outro fator que atinge a todos que SE deslocam sobre rodas: a péssima qualidade das vias. Problema comum, disseminado por toda parte, existente em áreas onde sequer existe o asfalto e SE estende aos corredores de ônibus, onde camadas de pavimento SE enrugam nas bordas enquanto abrem sulcos na parte central da via. Em alguns pontos, o desgaste era tão intenso que, a poucos anos, era possível ver os resquícios dos trilhos encobertos pelo asfalto desde meados dos anos 1970. O visual é desolador e perigoso para os pedestres, quase sempre invisíveis às políticas deste setor.  Não é demais lembrar que, a maioria das pessoas, ao descerem dos veículos assumem a condição de pedestre, mesmo que não SE deem conta.  Outrossim, para endereçar corretamente o problema da mobilidade cotidiana, visando criar melhores condições algumas açõES devem ser debatidas. Uma delas é a criação de novas formas de arrecadação para o fundo voltado à melhoria do sistema

Fonte: BRASIL DE FATO

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