Menina de 7 anos relata abordagens impróprias após crise de ansiedade; homem é preso no Paraná
Caso aconteceu em Bandeirantes, no Norte do estado. Criança contou à mãe sobre abordagens inadequadas, e Polícia Civil prendeu um suspeito de 22 anos.

Menina de 7 anos relata abordagens impróprias após crise de ansiedade; homem é preso no Paraná
Um homem de 22 anos foi preso em flagrante em Bandeirantes, no Norte do Paraná, suspeito de aliciar uma menina de 7 anos para fins sexuais. O caso veio à tona depois que a criança apresentou uma forte crise de ansiedade na escola onde estudava, levando a instituição de ensino a entrar em contato com sua mãe.
A prisão ocorreu na quinta-feira, 23 de outubro de 2026, segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), que divulgou o caso oficialmente nesta segunda-feira (26).
O suspeito foi localizado após diligências realizadas pela polícia e encaminhado ao sistema penitenciário.
Escola procurou a mãe após criança apresentar crise de ansiedade
De acordo com o delegado Michael Araújo, a investigação começou depois que a escola chamou a responsável pela menina para conversar sobre uma situação que havia ocorrido na instituição.
Durante o atendimento, a criança contou à mãe que um homem teria feito perguntas inadequadas para sua idade nos dias anteriores.
Ainda conforme as informações reunidas pela Polícia Civil, o investigado teria insistido em propostas de caráter afetivo impróprio na data da ocorrência, provocando medo e abalo emocional na menina.
Os relatos foram encaminhados às autoridades, que iniciaram os procedimentos de investigação.
Suspeito foi localizado e preso em flagrante
Depois de receber as informações, a equipe da Polícia Civil de Bandeirantes realizou diligências para localizar o homem de 22 anos.
O suspeito foi preso em flagrante e levado à delegacia para a formalização dos procedimentos policiais.
Posteriormente, ele foi encaminhado ao sistema penitenciário.
A corporação não divulgou, no comunicado oficial, detalhes sobre eventual decisão judicial posterior à prisão.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias das abordagens relatadas pela criança e a responsabilidade do investigado.
A prisão em flagrante não representa condenação definitiva, e o suspeito tem direito à defesa e à presunção de inocência.
Prefeitura anunciou afastamento preventivo
Conforme informações divulgadas pela imprensa regional, o homem tinha vínculo com a instituição de ensino.
A Prefeitura de Bandeirantes informou que o profissional havia começado a trabalhar na unidade escolar em 14 de outubro.
Após tomar conhecimento das denúncias, a administração municipal anunciou o afastamento preventivo do servidor e a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
O afastamento é uma medida cautelar, destinada a preservar a segurança da comunidade escolar e permitir a apuração administrativa dos fatos.
O procedimento administrativo é independente da investigação criminal conduzida pela Polícia Civil.
Identidade da criança deve ser preservada
Por envolver uma vítima de apenas 7 anos, a identidade da menina e informações que permitam reconhecê-la devem permanecer protegidas.
O caso chama atenção para a importância de acolher crianças que relatam situações de medo ou abordagens inadequadas, evitando sua exposição e encaminhando as informações aos órgãos responsáveis.
A divulgação jornalística não deve identificar a criança, seus familiares ou a turma em que estuda.
Como denunciar suspeitas de violência contra crianças
A Polícia Civil do Paraná orienta a população a comunicar situações suspeitas pelos canais oficiais.
As denúncias podem ser feitas pelo telefone 197, da Polícia Civil, ou pelo Disque-Denúncia 181, inclusive de forma anônima.
Também é possível utilizar o Disque Direitos Humanos 100 para comunicar violações de direitos de crianças e adolescentes.
Em situações de emergência, quando houver crime em andamento ou risco imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190.
A investigação criminal e o procedimento administrativo deverão esclarecer as responsabilidades no caso registrado em Bandeirantes.
Fonte das informações: Polícia Civil do Paraná (PCPR).

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