Mulher é indiciada após criança de 3 anos ter rosto empurrado contra prato de comida em CMEI
Investigação sobre episódio registrado em agosto analisou imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e o interrogatório da mulher de 36 anos.

Mulher é indiciada após criança de 3 anos ter rosto empurrado contra prato de comida em CMEI
Uma mulher de 36 anos foi indiciada pela Polícia Civil do Paraná por suspeita de maus-tratos contra uma criança de três anos em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) de Cascavel, no Oeste do estado.
A conclusão da investigação foi anunciada na sexta-feira, 23 de outubro. O episódio investigado ocorreu em 11 de agosto de 2026, durante o horário da refeição, em uma unidade de ensino localizada no bairro São Cristóvão.
Segundo a apuração policial, a mulher empurrou o rosto da criança contra um prato de comida.
Câmeras e testemunhas ajudaram a esclarecer o episódio
A investigação foi conduzida pela Polícia Civil, com atuação do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) de Cascavel.
Conforme a delegada Thais Regina Zanatta, os investigadores analisaram gravações do circuito interno de monitoramento da instituição de ensino.
Também foram ouvidas testemunhas, e a mulher investigada prestou depoimento durante a apuração.
Esses elementos foram reunidos para esclarecer o que aconteceu no momento da refeição e avaliar a conduta atribuída à suspeita.
A Polícia Civil não divulgou a identidade da criança, medida importante para preservar sua privacidade.
Mulher foi indiciada por maus-tratos
Com a conclusão das diligências, a autoridade policial formalizou o indiciamento da investigada pelo crime de maus-tratos, previsto no artigo 136 do Código Penal.
O indiciamento representa uma decisão da autoridade policial com base nos elementos reunidos durante a investigação. Não significa que a pessoa tenha sido condenada.
Após a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências legais.
O Ministério Público poderá avaliar as provas e definir as medidas cabíveis. A eventual responsabilização criminal dependerá do andamento do caso na Justiça.
Caso ocorreu em unidade de educação infantil
O episódio aconteceu em ambiente escolar, durante uma atividade cotidiana de alimentação de crianças pequenas.
A situação exige atenção porque estudantes dessa faixa etária dependem diretamente dos adultos responsáveis por sua alimentação, cuidado e segurança.
A apuração criminal procura esclarecer a conduta individual da mulher investigada. O comunicado da Polícia Civil não apresenta conclusão sobre eventuais responsabilidades administrativas da instituição ou de outros profissionais.
Também não foram divulgadas informações oficiais sobre afastamento funcional, medidas disciplinares ou possíveis consequências físicas para a criança.
Proteção da criança deve ser prioridade
A divulgação do caso reforça a importância de comunicar suspeitas de violência contra crianças e adolescentes às autoridades competentes.
A preservação da identidade da vítima deve ser observada tanto na investigação quanto na divulgação pública da ocorrência.
Familiares ou pessoas que tenham conhecimento de situações semelhantes podem procurar o Conselho Tutelar, a Polícia Civil ou outros órgãos de proteção.
Denúncias à Polícia Civil do Paraná podem ser encaminhadas pelos telefones 197 e 181.
Em situações de emergência, quando a violência estiver acontecendo, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.
Com o inquérito concluído, caberá às instituições responsáveis pela persecução penal avaliar as próximas etapas do caso. Até que exista decisão judicial definitiva, deve ser respeitada a presunção de inocência da investigada.
Fonte das informações: Polícia Civil do Paraná (PCPR)

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